Pug

História e Características Gerais da Raça
Plagiando a introdução de um artigo sobre Pugs…”Provavelmente é melhor admitir logo de cara que não se sabe praticamente nada sobre como ou quando o Pug passou a existir. No entanto, existem pouquíssimas dúvidas de onde eles vieram, e foi da China”. Existe um boa razão para se acreditar que todas as raças que possuem um focinho bem achatado, tenham surgido na China (com exceção do Bulldogue). A verdade é que cães com focinhos curtos já eram conhecidos na China muito antes da era cristã, e já eram citados por Confucio em 551 antes de Cristo.

Claro que o cão que deu origem ao Pug não devia ser muito parecido com o nosso “baixinho” de hoje, mas em 950 (depois de Cristo) o Imperador Kang Hsi faz duas referências a um “cachorro com partas curtas” e um “cachorro com focinho curto”, em seu dicionário dos caracteres chineses, que podem ser a descrição da raça que deu origem ao Pug.
Já pelos idos de 1300 existiam 3 principais de tipos de cachorro que são identificados como os fundadores dos Pequineses, os Spaniel Japonês e o Pug.

No início do século 20 um livro chamado “Cães na China e no Japão” foi escrito. O livro foi fortemente calcado nas experiências de Wang Hou Chun, um servi que trabalhou e criou os cachorros do Palácio Imperial por 75 anos. Ele usva o termo Lo-Sze para descrever o Pug, fazendo nota de que a diferença ente o Pug e o Pequinês era de que o Pug sempre tinha o pelo curto e com a pele bem flexível e elástica. Por causa do pêlo curto as ruguinhas do Pug eram mais visíveis, e os chineses sempre procuravam ver nas rugas, traços que lembravam os caracteres da sua escrita. Os cachorros mais admirados eram aqueles que possuíam três rugas paralelas, tal como o caracter usado para a palavra “Príncipe”.

No entanto, ainda foi preciso esperar até o final século 16 e início do século 17 para que a China começasse a comercializar com países europeus, tais como, Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra. Nesta época, pequenos cachorros eram oferecidos como presente e eram trazidos pelos comerciantes que voltavam da China, rumo a Europa. Não demorou muito para que estes cães passassem a gozar de grande popularidade no continente europeu.

Os cães que foram trazidos para a Europa parecem ter se firmado primeiro na Holanda, provavelmente de “carona” na famosa “Companhia Mercante de Navegação Holandesa das Índias Orientais”, ou simplesmente “Companhia das Índias” . Os holandeses deram o nome de “Mopshond”, que é usado até hoje.

Sabe-se que o Pug já vivia entre o Rei William III e a Rainnha Mary II quando eles assumiram o trono do Grã Bretanha em 1638, e graças as pinturas de Willian Hogarth é possível apreciar com detalhes as características físicas no Pug no início dos anos de 1700, inclusive da já existência do Pug totalmente preto.

Os Pugs foram exibidos em shows de beleza e conformação pela primeira vez em 1861, na Inglaterra e o primeiro livro de padreadores da raça foi editado em 1871, já contando dom 66 Pugs no seu primeiro volume.

Os Pugs ingleses foram desenvolvidos em duas “linhas” principais: a linhagem Willoughby e a linhagem Morrison. O Pug Willoughby foi desenvolvido pelo Lorde Willoughby d’Eresby e tinha o que hoje é chamado de “pêlo com fuligem”, ou seja um pêlo que tem uma mistura de pêlo preto no castanho-claro. Na época a cor era chamada de “stone fawn” (pedra castanho-claro). Mas eles se diferenciavam não só pela cor. A cabeça desta linhagem de cães era quase totalmente preta e também apresentavam marcas nas costas parecidas com selas de cavalos, seus corpos eram mais estreitos e com as pernas mais compridas. Dois machos desta linhagem, Mops e Nell, foram tão importantes que até hoje é possível encontrar a participação deles nos pedigrees de hoje.

O Pug Morrison, por outro lado, tinham um cor abricó bastante intensa, com corpo mais compacto e atarracado. A “trilha” das costas era marrom bem clarinho, e o pêlo tinha poucos fios pretos, quando tinham. Esta linhagem é a mais próxima dos Pugs modernos.

Como todas as raças de focinho curto e pele enrugadinha, o Pug requer alguns cuidados especiais. As dobrinhas do rosto devem ser limpas regularmente, pois como elas retêm umidade podem causar problemas de pele e mau cheiro. Outro ponto que exige atenção são os olhos do Pug. O olhos são grandes, redondos, expressivos e que além de saltados não possuem a proteção de um longo focinho como na maioria das raças de cães. Como conseqüência, arranhões se tornam uma possibilidade constante. O dono de um Pug deveria aprender a reconhecer sinais de arranhões nos olhos afim de levar o cachorro o mais rápido possível para que um veterinário que possa trata-lo antes da coisa se complicar. Um outro problema com os olhos, e comum na raça, é o entrópio. Entrópio é uma condição transmitida geneticamente onde os cílios ficam roçando na córnea. Seu tratamento é cirúrgico e se não for feito a tempo pode causar lesões graves no olho do animal.

Por ter o focinho muito curto, os Pugs tem uma dificuldade maior para respirar. Situações de estresse físico e emocional devem ser evitados e exercícios devem ser leves para não complicar ainda mais esta situação. Ainda com relação a dificuldade de respirar, Pugs não devem ser deixados em lugares quentes, abafados e úmidos (mesmo por pouco tempo), pois além de não tolerar temperaturas altas, o focinho curto reduz consideravelmente a eficiência do sistema de resfriamento através da respiração.

Antes de cruzar o seu Pug, e principalmente a sua Pug, converse com um veterinário de confiança para se informar melhor das possíveis doenças genéticas (alguma comuns na raça), bem como na possibilidade do parto ser através de cesariana.

Tamanho:
Normalmente entre 25,5 cm a 28 cm (altura da cernelha).

Peso:
Varia de 6,3 a 8 quilos.

Aparência:
Corpo compacto, quadrado, com movimentos soltos e “rebolativos”.

Pelagem e Cor:
Pêlo curto, espesso, liso, macio e brilhoso. As cores permitidas são prateada, abricó, castanha, ou preta, com uma máscara preta na face bem definida, e uma “trilha” de pêlos mais escuros no meio das costas.

Cabeça:
O crânio é grande e arredondado, com um focinho extremamente curto e quadrado; olhos grandes, escuros, e redondos; orelhas pequenas, finas e macias.

Cauda:
A cauda é enroscadinha, bem apertada, e carregada em cima do quadril. Se a cauda for enroscada “duas vezes” é ainda melhor. .

Expectativa de vida:
entre 12 e 15 anos.

Perfil da Raça
Pugs são essencialmente cães de companhia e para isso foram desenvolvidos. São pequenos, adoram os confortos de um lar, são doidos por um colinho, são limpos e precisam muito da companhia dos seres humanos.

Pugs não trabalham como cães farejadores, a não ser para encontrar farelos de biscoito. Eles não caçam, com exceção do próprio prato de comida. Eles apenas pegam coisas quando realmente querem e, para não perder a coerência, são eles que decidem quando vão entregar, ou não, este objeto para você. Mas muitas vezes eles são treinados com sucesso para trabalhar como cães de terapia (vão visitar criança e outras pessoas que estejam internadas em hospitais, levando conforto e amor incondicional. Em troca eles se deixam ser acariciados, e apertados, e beijados), e também no auxílio de pessoas com deficiência auditiva, alertando seus donos/parceiros de sons específicos, como o soar do telefone ou da campainha da porta.
Diferente da grande maioria das raças pequenas, Pugs demoram bastante para amadurecer (só deixam a infância por volta dos 2 anos de idade – prepare-se com uma dose extra de paciência e bom humor), mas em compensação estão longe de ser aquelas criaturinhas nervosas e reativas em excesso. Quando finalmente amadurecem, eles ficam tão bem adaptados a rotina da família que são praticamente “invisíveis”. Isto é, a não ser que eles estejam dormindo, pois a grande maioria RONCA como um verdadeiro leão.

Aliás, além de roncar eles fazem uma série de outros “barulhinhos”. Eles gorgolejam, resmungam, suspiram, chiam, e também são consideravelmente flatulentos.

Se você está procurando um pequeno grande amigo, inteligente, cheio de personalidade e meio cabeça-dura. Se você não gosta de cachorros que soltam “gritinhos” quando aparece alguém na porta, mas que late como um cachorro grandão e ainda assim não chega a incomodar os vizinhos, pois além de não latir incessantemente, nem atoa, o latido é do tipo abafado. Se você está louco para ter um cachorro super carinhoso e paciente, especialmente com crianças e pessoas idosas. Se você não se importa de gastar um tempinho extra treinando seu amigo e mais outro tempinho extra limpando o pêlo da casa (eles soltam pêlos a beça), então não pense duas vezes. O Pug é o cachorro ideal para você.

Pugs gostam muito de brincar e, embora possuam grande senso de dignidade, estes pequenos não se importam de bancar o palhaço se isto for alegrar seus donos.

Por várias razões o Pug não é um cachorro para viver do lado de fora da casa. Além de detestar ficar sozinho o Pug não suporta as mudanças bruscas de temperatura e, principalmente, dias quentes e úmidos. Em hipótese nenhuma deixe o seu Pug trancado dentro de um carro, mesmo que por poucos minutos.

Lembrando que toda regra tem exceções, poderíamos dizer que na grande maioria dos casos a fêmea costuma ser mais independente, na dela, e agitada, enquanto que o macho costuma ser mais relaxado e carinhoso.

No livro The Intelligence of Dogs de Stanley Coren, o Pug ocupa a 57ª posição entre as raças pesquisadas. Ainda segundo o autor, isto significa que eles são considerados apenas como aceitáveis no processo de aprendizado e na capacidade de serem treinados para executar tarefas. As vezes é preciso cerca de 25 repetições antes que eles comecem a mostrar algum sinal de entendimento do comando novo e provavelmente serão precisas outras 40 a 80 repetições antes que eles se tornem confiáveis em tal comando. Ainda sim o hábito de responder ao comando pode parecer fraco.

Muita prática, com várias repetições, será preciso para que a raça finalmente atenda aos comandos prontamente e setorne obediente. Se eles não forem treinados várias vezes, com extra dose de persistência, estes cães irão agir como se tivessem esquecido completamente o que se espera deles. Sessões ocasionais de reforço serão necessárias para manter a performance do cão num nível aceitável. Se os donos trabalharem apenas o “normal” para manter seus cães treinados, os cães irão responder prontamente no primeiro comando em apenas 30% dos casos. E mesmo assim, eles obedecerão melhor se o dono estiver muito perto deles fisicamente. Estes cães parecem estar sempre distraídos e que obedecem apenas quando eles assim desejam.

A maioria dos donos descreve seus cães com os mesmo adjetivos usados para se descrever um gato. Eles são independentes, esnobes, que se aborrecem facilmente e assim por diante. Um treinador experiente, com muita paciência, tempo, que seja firme e ao mesmo tempo carinhoso, é o que irá conseguir tirar o melhor destes cachorros, mas mesmo assim vai ter que dar um duro danado para conseguir que eles obedeçam com um pingo de entusiasmo.

Obs.: O gráfico acima é o resultado de um estudo realizado por Benjamin L. Hart e Lynette A. Hart, veterinários e Phd’s em comportamento animal, que entrevistaram dezenas de veterinários, treinadores e juizes de competições de obediência nos EUA.

© LordCão Treinamento de Cães