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Blog Vida de Cão - Veja Rio

 

Perguntas e Respostas

Qual é a melhor idade para se começar a treinar um cachorro?

Um amigo meu tem um cachorro que foi treinado por um profissional e se comporta maravilhosamente. Com que idade posso começar a treinar meu cachorro?

O quanto antes melhor. Filhotes de 2 a 6 meses deveriam participar de classes de socialização que funcionam como Jardim de Infância, ou seja o filhote aprende a se relacionar com pessoas estranhas, outros cachorros, ambientes novos e novas situações. O treinamento formal de obediência básica pode ser iniciado a partir do 6º mês de vida do cãozinho, mas não se esqueça que ele será "crianção" até aproximadamente 2 anos, portanto muita paciência é necessária e muita diversão também. O melhor é começar assim que o filhote chegar em casa.

Quanto mais novo o cachorro, mais fácil dele aprender certo da primeira vez, o que é sempre mais fácil do que corrigir velhos hábitos. Mas não se desespere, sempre é tempo de ensinar um truque novo para um cachorro velho.

 


Como ensinar um filhote a fazer xixi e cocô no jornal?

Com pequenas variações na idade, raça e sexo do cãozinho, temos recebido inúmeros pedidos de ajuda para resolver um problema comum: Ensinar o cachorro a fazer xixi e cocô no jornal. Aí vai a pergunta feita pela Juliana A. Queiroz, que vamos responder de forma abrangente para atingir o maior número de casos possíveis. A todos que têm enviado perguntas, sugestões, elogios e críticas, o nosso muito obrigado. Obrigado também ao Demetrius A. Nunes, Sonia Jonas e Fernanda Suhet.

O meu Poodle Toy - PUPPY - estava habituado a fazer suas necessidades na área de serviço, pois assim foi acostumado desde pequeno, porém, de uns tempos para cá só está fazendo na sala de visitas. O que devo fazer para que ele volte a usar a área de serviço e dar um alívio à minha mãe?


Eu particularmente não acho boa idéia treinar um cachorro para fazer xixi e cocô dentro de casa. A sua casa deveria fazer parte da "toca" do seu cachorro. Ou seja, a sua casa é a sua "toca", onde você permite que ele more (é assim que o seu cachorro entende). Um cachorro selvagem (e também o domesticado), aprende primeiro com a mãe (e depois desenvolve seu próprio instinto) de que a "toca" é um lugar que deve ser mantido limpo, e por isso mesmo ele nunca deve fazer xixi ou cocô dentro da toca/casa.

Além disso, machos desenvolvem com a idade a necessidade de marcar o território e aí, um dia, ele vai fazer xixi no pé da mesa, na geladeira, no fogão, na sala de visitas...

Os filhotes só começam a desenvolver o controle da bexiga e do intestino por volta dos 5 meses de idade e já aos 6 meses os machos começam a levantar a perninha (justamente para marcar território). Poucas fêmeas desenvolvem o hábito de urinar pelos cantos com a intenção de marcar território ou demonstrar dominância sobre os membros da família, mas isto também acontece.

Filhotes que foram removidos muito cedo da companhia da mãe também parecem encontrar mais dificuldade em aprender a manter a casa limpa e fazer suas necessidades no lugar certo.

Meu conselho é que não se permita que o cachorro faça xixi ou cocô dentro de casa e que seus donos comecem a levá-los para fazer as necessidades na rua. Aproveitem para dar um longo passeio, fazer exercício, descobrir coisas novas, treinar comandos básicos de obediência e estreitar ainda mais este laço de amizade. Os médicos e veterinários agradecerão!

Algumas dicas que podem ajudar são, controle a quantidade de água e comida que o cão consome, não deixando a vasilha de água nem o prato de comida o dia inteiro no chão. Quando você colocar a comida, espere cerca de 20 minutos e retire o prato. Isso é tempo mais do suficiente para que seu cachorro comer. Ofereça água após as refeições, e se você só está alimentando ele 2 vezes por dia, ofereça também no meio do dia, ou após exercícios.

Leve-o para passear assim que você acordar, depois de cada refeição dele e antes dele dormir. Se for filhotinho, leve-o para fora após cada sessão de brincadeiras. Conforme ele for ficando mais velho e com maior capacidade de segurar o xixi, você poderá levá-lo 2 vezes por dia. Pela manhã e a noite.

Seja bastante consistente com os horários, até ele estar bem treinado.

Procure levá-lo sempre no mesmo lugar. Cachorros parecem ter preferência por áreas com grama.

Sempre que ele fizer xixi ou cocô onde você espera (seja na rua ou em casa no jornal) faça a maior festa para ele. Deixe-o saber que você está feliz com o comportamento certo, e não só chateado com o comportamento errado.

Se mesmo assim você preferir que ele faça xixi e cocô no jornal, procure manter sempre o jornal limpo, deixando apenas um pedacinho do jornal velho por cima do novo, pois isso ajuda o cachorro a se guiar para o lugar certo. Também já existem alguns produtos no Brasil que você coloca no jornal para estimular o cachorro a fazer xixi lá, ou você pode usar umas gotinhas de amônia sobre o jornal.

Faça festa quando ele fizer xixi ou cocô no jornal. Você pode também utilizar a técnica de restrição de espaço, ou seja, fique com ele nos horários perigosos perto do jornal ou na área em que ele pode fazer o serviço sujo. Vá liberando outras partes da casa aos poucos, uma semana a cozinha, na outra a sala, depois um quarto e assim por diante. Toda vez que ele fizer sujeira numa área proibida, leve-o de volta para a última área que ele manteve limpa, e comece a liberar aos poucos novamente, até ele ter direito a casa toda. Evite deixá-lo preso sozinho na área a ser usada como banheiro, pois a tendência é que o bichinho fique com medo de ir lá fazer xixi ou cocô voluntariamente e acabe ficando "preso". O resultado é que ao invés de usar o lugar desejado, o filhote fica desconfiado e com medo e não usa a área.

Mantenha os lugares por onde ele já tenha "visitado" rigorosamente limpo. Você pode usar produtos a base de enzimas que destroem os cheiros de urina e fezes e não estragam móveis e tapetes, nem fazem mal para o seu bichinho.

NUNCA bata no seu cachorro, nem tente corrigi-lo se a sujeira já foi feita há algum tempo. Cachorros não entendem fatos passados. Sim, eles parecem culpados, mas é só porque você parece zangado, e eles não têm a menor idéia de que é pelo xixi ou cocô. Se você bater no seu cão, ele vai ficar com medo de você e as coisas vão piorar, pois ele vai tentar fazer xixi/cocô só quando você não estiver por perto (principalmente quando você tiver ido ao cinema, namorar, jantar fora e chegar bem tarde sem a menor vontade de limpar sujeira). Para que a correção seja eficaz, você deve pegar o malandrinho no ato. Para a grande maioria dos cães um belo "NÃO", dito em tom bem forte, será o suficiente para ele interromper os negócios. Pegue-o correndo e ponha no jornal (ou do lado de fora) e espere ele acabar de fazer o que tinha começado. Quando ele acabar faça toda a festa que ele merece. Dê muito carinho, beijos e abraços.

Você vai ficar surpreso com a rapidez com que ele vai entender o que você espera dele.

Se ainda assim o problema de xixi ou cocô fora do lugar persistir, procure um veterinário para descartar a possibilidade de algum problema de saúde, tal como infecção urinária, diabetes ou verminose.

Lembre-se tenha muito amor e paciência que vai valer a pena.

Ah! Só mais uma dica: Que tal levar um saquinho plástico com você quando vocês forem passear na rua? Da mesma forma que você não gosta do "cheirinho" dentro da sua casa, é muito chato ter que ficar fazendo prova de obstáculos quando se está querendo dar um passeio com a família. Você vai ver que não é tão ruim assim recolher o cocô do seu cachorrinho e como todo mundo responde com um grande sorriso para você na rua.



Como treinar um cachorro a só fazer xixi e cocô na rua?

Acabamos de comprar um filhotinho e gostaríamos que ele aprendesse a fazer xixi e cocô na rua. Como treinar nosso cachorro a não fazer xixi e cocô dentro de casa?

Se você decidiu que vai treinar o seu cachorro a ir ao banheiro do lado de fora, existem algumas dicas que podem facilitar muito o treinamento.

Controle a ingestão de água e comida. Muitos donos de cachorro acham que é melhor para o cachorro ter comida é água disponíveis o dia inteiro. Na verdade esta não é uma boa prática, uma vez que você não terá controle sobre a quantidade de comida que o seu cachorro está ingerindo. Sinais de falta de apetite serão difíceis de serem notados e o controle no excesso de peso se torna muito mais difícil. Além disso, quando se tem um filhote é muito mais difícil para ele aprender a controlar a bexiga e o intestino se ele tem acesso à comida e água durante o dia inteiro.

Ofereça comida é água de 1, 2 ou 3 vezes ao dia de acordo com a orientação do seu veterinário (normalmente filhotes até aos 5 meses são alimentados 3 vezes ao dia, passando para duas vezes a partir dos 6 meses e 1 vez ao dia a partir de 1 ano). Se você mora numa região muito quente ou exercita o seu cachorro, ofereça água mais vezes, mas não deixe o prato cheio no chão. Dê um tempo para o seu cachorro se alimentar e beber sem pressa. Normalmente de 15 a 20 minutos de cada vez é o suficiente. Retire os pratos e leve imediatamente o seu cachorrinho para passear. Lembre-se de sempre fazer muita festa para ele quando ele fizer xixi e cocô no lugar certo (no caso, na rua).

Mantenha um horário constante. Até que seu cachorro esteja totalmente treinado e tenha controle, procure manter um horário rígido para as saídas. Filhotes vão precisar de "ir ao banheiro" sempre que acordarem de uma soneca, depois de comer ou beber água, depois de brincar, ou antes de ir dormir a noite. Vá aumentando o intervalo entres as saídas e reduzindo o número de vezes aos poucos. Se um acidente ocorrer, volte à rotina antiga por um pouco mais de tempo.

Mantenha a casa livre de cheirinhos. Sempre que um cachorro sentir o cheiro de urina ou fezes, ele tenderá a voltar a este lugar. Limpe os lugares da casa com um bom produto vendido nas lojas especializadas. Por outro lado, se você levar o seu cachorro para fazer xixi e cocô nos mesmos lugares, ele se sentirá muito mais atraído pelo cheirinho antigo do que por um lugar novinho em folha.

Restrinja as áreas acesso. O seu cachorro deve entender que a sua casa é também a casa dele e por isso mesmo deve ser mantida limpa. Se o seu cachorro já faz xixi e cocô dentro de casa com uma certa regularidade, a restrição do acesso dele a determinadas partes pode ajudar. Primeiro evite que ele tenha acesso aos lugares que servem como "banheiros preferidos". Institua e mantenha a rotina nos horários de saída. Na medida em que o cachorro for se tornando mais confiável, reintroduza as "áreas de perigo", mas com estrita vigilância. Comece deixando o cachorro dar só uma voltinha na sala, quarto ou varanda, vá aumentando o período de tempo e sempre de olho. Qualquer sinal de xixi a caminho ponha a coleira e leve-o para fora. Faça a maior festa se ele fizer no lugar certo. Traga-o para mais uma voltinha no lugar da casa que ainda é restrito.

Evite troca constante de alimentação. Ao contrário do que muitos donos pensam, não é nada bom para o cachorro ficar dando uma "variadinha" no menu. Ao contrário de nós humanos, os cachorros desenvolvem no estômago e intestinos um tipo de bactéria específico para ajudar na digestão de cada tipo de alimento. Cada vez que nós trocamos a alimentação de nossos amigos de 4 patas, eles têm que se readaptar a nova comida e isso pode gerar diarréias ou constipação. Se você tiver que mudar de uma alimentação par outra, faça-o bem devagar, misturando a ração velha à ração nova em proporções cada vez maiores.

Corrija na hora certa e recompense os acertos. Lembre-se, não adianta corrigir o seu cachorro se você não pegá-lo no ato. Se você chegar em casa e encontrar um "presentinho" no seu tapete, respire fundo, limpe bem e esqueça. Sim, Rex vai te olhar com cara de culpado, mas não é bem porque ele sabe que fez besteira. Ele sabe que você está com raiva porque ele pode "ler" tensão na postura do seu corpo, sua cara de desagrado e a sua voz "rosnando": "Rex! Quem fez isso", mas ele não sabe que foi pelo cocô que já está lá tem meia hora. Também nunca chame Rex para lhe passar uma descompostura. O seu chamado deve estar sempre ligado a coisas boas, senão porque ele deveria vir? Rex é cachorro e não burro! Bater, chutar, esfregar focinho no chão, ou sacudi-lo pelo pescoço podem até fazer bem para o seu stress, mais não farão bem algum para o seu cachorro e a sua relação com ele. Se você pegar Rex no flagra, diga um NÃO bem firme, ponha a coleira e leve-o para fora o mais rápido possível.

Tenha paciência. Um filhote não tem controle da bexiga e intestinos antes dos 5 ou 6 meses. Seja consistente. Mantenha os horários e a rotina, faça sol ou faça chuva. Seja justo. Não seja um tirano do qual o seu cachorro não tem confiança ou admiração. Faça sempre muita festa quando ele fizer no lugar certo, dê muito carinho e diga com uma voz macia o quanto ele é bonito e você gosta dele. Você vai ficar surpreso de ver como Rex vai aprender rápido o que você espera dele. E lembre-se acidentes acontecem...

 


Por quê o meu cachorro só faz xixi em casa?

Desde pequeno eu levo o meu cachorro para passear na rua, mas ele só faz as necessidades em casa. Sempre que eu brigo com ele parece que ele faz de propósito: a gente sai e nada; assim que a gente chega em casa e eu viro as costas ele faz tudo no tapete. Porque o meu cachorro só faz xixi e cocô em casa?

Cachorros são criaturas que por natureza procuram fazer xixi e cocô longe da área em que eles dormem ou comem. Os prováveis motivos para o seu cachorro estar fazendo os "negócios" dele dentro de casa são:

» Falta de horário regular nos passeios;
» Falta de passeios suficientes (número de vezes por dia e tempo para passear);
» Seu cachorro é do tipo tímido, que se intimida quando leva uma bronca muito forte.

Se Rex nunca sabe se vai ou não passear, ou quando vai passear, fica difícil para ele se controlar e "segurar as pontas" até a hora certa. Por outro lado, se Rex sai apenas para fazer xixi e cocô e você não o deixa passear, brincar e se exercitar tempo suficiente, ele chegará rapidamente a seguinte conclusão: "Assim que faço cocô e xixi, tenho que voltar para casa! Então é melhor eu me segurar e não fazer nada para ficar mais tempo me divertindo aqui fora!!!!".

Outra possível causa é que Rex seja sensível a gritos e broncas (nunca bata no seu cachorro!) e toda vez que você pega ele fazendo "aquilo" dentro de casa você esfrega o nariz dele na sujeira, grita e faz o maior auê. Conclusão do Rex: "Meu dono não gosta de me ver fazendo xixi e cocô. Melhor esperar até ele não estar por perto e me olhando!". (toda vez que você leva ele na rua você está por perto, não é mesmo?). Se for este o caso, procure ser mais paciente e corrija Rex de maneira mais justa. Não bata e não esfregue o focinho dele na sujeira.

Se ele já tiver algum treinamento básico prévio fale firme a palavra NÃO. Coloque a coleira e leve-o para fora. Deixe-o cheirar alguns postes e quando ele fizer xixi (mesmo bem pequenininho) faça a maior festa para ele. Deixe-o saber que do lado de fora é o lugar correto e que você fica muito feliz com isso. Depois de mais uma voltinha com ele antes de voltar para casa. Nunca brigue com o seu cachorro se a sujeira já estiver lá. A correção só terá efeito se o cachorro for pego no ato!

 


Meu filhote faz xixi quando faço festa. O que fazer?

Tenho uma cadela Labrador (2 meses, amarela, com pedigree) , e todas as vezes que ela se aproxima de mim, ou de minha mulher, ela faz xixi. Eu sinto que é uma demonstração de alegria, mas é muito chato isto, o que fazer?

Para entender o que está acontecendo com a sua bichinha, precisamos primeiro olhar pelos olhos do seu cão.

Cachorros são animais sociais, que vivem em grupos e organizados hierarquicamente. Isso quer dizer que entre os cães existe um líder e seus subordinados, cada um ocupando um nível na hierarquia do grupo.

Para a sua cachorrinha, sua família passou a ser a "matilha" dela e, sem dúvida, ela reconhece em você e na sua esposa os líderes do grupo.

Quanto ao xixi da sua Labrador, saiba que é uma coisa muito natural em filhotes.

Um filhote não tem controle total da retenção da urina antes de aproximadamente 5 meses de idade. Só isso já é motivo para eventuais acidentes quando eles ficam muito excitados. Uma outra razão, é que este é um comportamento absolutamente normal em filhotes quando na presença de um "cachorro" mais importante hierarquicamente. Você é o líder da matilha e como boa subordinada e filhote ela deve deixar escapar um pouquinho de urina em sinal de respeito e submissão.

Não se preocupe que isso deve passar dentro de alguns meses e sua Labrador está se sentindo muito bem agindo desta maneira. A técnica de ignorá-la um pouquinho quando você chega também pode ajudar a ela ficar mais calma e deixar de fazer xixi assim que te vê. Fale mansamente com ela, mas evitem usar um tom de voz muito alto (falando fininho como quando falamos com bebês) pois isso a deixará ainda mais excitada.

 


O meu cachorro come cocô. Fico desesperada com esta nojeira... Isto é normal? Como fazer para ele parar?

O nome científico que se dá para o ato de comer as fezes (as próprias ou de outros animais) é COPROFAGIA.

Embora o ato de comer as próprias fezes, ou de outros animais, nos pareça totalmente nojento, para os cães esta não é uma atitude "escandalosa".

Claro que isso não quer dizer que todos os cachorros estão pensando em servir canapés de "patê du cocô" para os convidados caninos, mas com certeza a cadelinha do prédio ao lado não vai deixar de namorar o seu garanhão só porque ela o viu fazendo uma "boquinha" pouco ortodoxa.

Falando sério. O ato de comer fezes deve ser tratado, mas não fique pensando que o seu cachorro é nojento ou anormal por causa disso.

Um exemplo de situação natural onde o cão, ou melhor, a cadela come fezes é quando ela está com os filhotes recém nascidos. Uma boa cadela nunca vai deixar que seus filhotes fiquem num lugar sujo de fezes e urina. Como conseqüência ela vai lamber os filhotes após cada mamada, não só para estimulá-los a fazer o xixi e cocô (cachorros muito novinhos precisam de estímulos, na forma de massagens, para poder fazer xixi e cocô), como também para limpar a sujeirinha e deixar o "ninho" o mais limpo possível, evitando que o local fique contaminado.



Um cachorro sabe quando fez alguma coisa errada?

Com pequenas variações na idade, raça e sexo do cãozinho, temos recebido inúmeros pedidos de ajuda para resolver um problema comum: Ensinar o cachorro a fazer xixi e cocô no jornal. Aí vai a pergunta feita pela Juliana A. Queiroz, que vamos responder de forma abrangente para atingir o maior número de casos possíveis. A todos que têm enviado perguntas, sugestões, elogios e críticas, o nosso muito obrigado. Obrigado também ao Demetrius A. Nunes, Sonia Jonas e Fernanda Suhet.

O meu Poodle Toy - PUPPY - estava habituado a fazer suas necessidades na área de serviço, pois assim foi acostumado desde pequeno, porém, de uns tempos para cá só está fazendo na sala de visitas. O que devo fazer para que ele volte a usar a área de serviço e dar um alívio à minha mãe?

Eu particularmente não acho boa idéia treinar um cachorro para fazer xixi e cocô dentro de casa. A sua casa deveria fazer parte da "toca" do seu cachorro. Ou seja, a sua casa é a sua "toca", onde você permite que ele more (é assim que o seu cachorro entende). Um cachorro selvagem (e também o domesticado), aprende primeiro com a mãe (e depois desenvolve seu próprio instinto) de que a "toca" é um lugar que deve ser mantido limpo, e por isso mesmo ele nunca deve fazer xixi ou cocô dentro da toca/casa.

Além disso, machos desenvolvem com a idade a necessidade de marcar o território e aí, um dia, ele vai fazer xixi no pé da mesa, na geladeira, no fogão, na sala de visitas...

Os filhotes só começam a desenvolver o controle da bexiga e do intestino por volta dos 5 meses de idade e já aos 6 meses os machos começam a levantar a perninha (justamente para marcar território). Poucas fêmeas desenvolvem o hábito de urinar pelos cantos com a intenção de marcar território ou demonstrar dominância sobre os membros da família, mas isto também acontece.

Filhotes que foram removidos muito cedo da companhia da mãe também parecem encontrar mais dificuldade em aprender a manter a casa limpa e fazer suas necessidades no lugar certo.

Meu conselho é que não se permita que o cachorro faça xixi ou cocô dentro de casa e que seus donos comecem a levá-los para fazer as necessidades na rua. Aproveitem para dar um longo passeio, fazer exercício, descobrir coisas novas, treinar comandos básicos de obediência e estreitar ainda mais este laço de amizade. Os médicos e veterinários agradecerão!

Algumas dicas que podem ajudar são, controle a quantidade de água e comida que o cão consome, não deixando a vasilha de água nem o prato de comida o dia inteiro no chão. Quando você colocar a comida, espere cerca de 20 minutos e retire o prato. Isso é tempo mais do suficiente para que seu cachorro comer. Ofereça água após as refeições, e se você só está alimentando ele 2 vezes por dia, ofereça também no meio do dia, ou após exercícios.

Leve-o para passear assim que você acordar, depois de cada refeição dele e antes dele dormir. Se for filhotinho, leve-o para fora após cada sessão de brincadeiras. Conforme ele for ficando mais velho e com maior capacidade de segurar o xixi, você poderá levá-lo 2 vezes por dia. Pela manhã e a noite.

Seja bastante consistente com os horários, até ele estar bem treinado.

Procure levá-lo sempre no mesmo lugar. Cachorros parecem ter preferência por áreas com grama.

Sempre que ele fizer xixi ou cocô onde você espera (seja na rua ou em casa no jornal) faça a maior festa para ele. Deixe-o saber que você está feliz com o comportamento certo, e não só chateado com o comportamento errado.

Se mesmo assim você preferir que ele faça xixi e cocô no jornal, procure manter sempre o jornal limpo, deixando apenas um pedacinho do jornal velho por cima do novo, pois isso ajuda o cachorro a se guiar para o lugar certo. Também já existem alguns produtos no Brasil que você coloca no jornal para estimular o cachorro a fazer xixi lá, ou você pode usar umas gotinhas de amônia sobre o jornal.

Faça festa quando ele fizer xixi ou cocô no jornal. Você pode também utilizar a técnica de restrição de espaço, ou seja, fique com ele nos horários perigosos perto do jornal ou na área em que ele pode fazer o serviço sujo. Vá liberando outras partes da casa aos poucos, uma semana a cozinha, na outra a sala, depois um quarto e assim por diante. Toda vez que ele fizer sujeira numa área proibida, leve-o de volta para a última área que ele manteve limpa, e comece a liberar aos poucos novamente, até ele ter direito a casa toda. Evite deixá-lo preso sozinho na área a ser usada como banheiro, pois a tendência é que o bichinho fique com medo de ir lá fazer xixi ou cocô voluntariamente e acabe ficando "preso". O resultado é que ao invés de usar o lugar desejado, o filhote fica desconfiado e com medo e não usa a área.

Mantenha os lugares por onde ele já tenha "visitado" rigorosamente limpo. Você pode usar produtos a base de enzimas que destroem os cheiros de urina e fezes e não estragam móveis e tapetes, nem fazem mal para o seu bichinho.

NUNCA bata no seu cachorro, nem tente corrigi-lo se a sujeira já foi feita há algum tempo. Cachorros não entendem fatos passados. Sim, eles parecem culpados, mas é só porque você parece zangado, e eles não têm a menor idéia de que é pelo xixi ou cocô. Se você bater no seu cão, ele vai ficar com medo de você e as coisas vão piorar, pois ele vai tentar fazer xixi/cocô só quando você não estiver por perto (principalmente quando você tiver ido ao cinema, namorar, jantar fora e chegar bem tarde sem a menor vontade de limpar sujeira). Para que a correção seja eficaz, você deve pegar o malandrinho no ato. Para a grande maioria dos cães um belo "NÃO", dito em tom bem forte, será o suficiente para ele interromper os negócios. Pegue-o correndo e ponha no jornal (ou do lado de fora) e espere ele acabar de fazer o que tinha começado. Quando ele acabar faça toda a festa que ele merece. Dê muito carinho, beijos e abraços.

Você vai ficar surpreso com a rapidez com que ele vai entender o que você espera dele.

Se ainda assim o problema de xixi ou cocô fora do lugar persistir, procure um veterinário para descartar a possibilidade de algum problema de saúde, tal como infecção urinária, diabetes ou verminose.

Lembre-se tenha muito amor e paciência que vai valer a pena.

Ah! Só mais uma dica: Que tal levar um saquinho plástico com você quando vocês forem passear na rua? Da mesma forma que você não gosta do "cheirinho" dentro da sua casa, é muito chato ter que ficar fazendo prova de obstáculos quando se está querendo dar um passeio com a família. Você vai ver que não é tão ruim assim recolher o cocô do seu cachorrinho e como todo mundo responde com um grande sorriso para você na rua.

 


Os cães têm noção de tempo?

Os cães têm noção de tempo? Isto é: se eu passar 30 minutos fora de casa, ou dois dias inteiros, eles sabem a diferença entre "pouco tempo" e "muito tempo"?

Noção de tempo? Ter eles tem, mas não de forma linear como a gente. Ou seja, eles podem ser treinados para executar determinadas tarefas com precisão nos intervalos de tempo. Como por exemplo, pisar numa alavanca a cada 2 minutos para receber comida. Eles também têm um contadorzinho de tempo dentro da cabeça, que faz com que eles saibam o tempo exato de ficar fazendo cera antes de atender um comando ou de você perder a cabeça! São maravilhosos nisso!!!!

Mas eles não conseguem encadear o tempo numa seqüência de fatos ou acontecimentos. É por isso que não adianta punir um cachorro depois da besteira feita. Ele não sabe que é pela sujeira de 15 minutos atrás. Também não sabem que você voltou depois de 15 minutos, 2 horas ou dois dias. Você estava fora e voltou, isso é tudo. Eles não "acumulam" as horas. Já reparou que a felicidade com que eles recebem a gente na porta, depois que a gente foi só até a padaria, é a mesma de quando a gente volta de uma viagem de uma semana?!

Ainda bem, assim, quando a gente está com o ego lá em baixo, é só ficar entrando e saindo da porta a cada três minutos para ganhar toda a festa e carinho que alguém precisa no mundo!

 


Quais são as fases da idade emocional de um cãozinho?

Período neo-natal: do nascimento até 12 dias de vida

É a fase em que o cachorrinho depende exclusivamente de sua mãe. Com esta idade ele não consegue controlar sozinho a temperatura de seu corpo, precisa de estimulação física para fazer xixi e cocô, e não vê ou ouve, mas já sente o cheiro da mãe.

Período de Transição: de 13 a 20 dias de vida

Nesta fase o filhote passa por diversas mudanças físicas. Os olhinhos abrem, ele começa a "engatinhar", ele já pode ouvir, e, por volta do 20o dia já aparece o primeiro dentinho.

Período de Reconhecimento: de 21 a 28 dias de vida

Só agora ele começa a usar os seus sentidos de audição e visão. Ele pode reconhecer movimentos, e objetos. Ele precisa muito de sua mãe e irmãozinhos para se sentir seguro e, porque estas percepções sensoriais ocorrem de forma excepcionalmente abrupta, é muito importante que o ambiente em que ele vive seja calmo e estável.

Período de Socialização Canina: de 21 a 49 dias de vida

É quando o filhotinho aprende os comportamentos específicos que fazem dele um cachorro. Por isso é tão importante não tirar o filhote da ninhada antes de 7 semanas de vida. É durante este período que ele aprende noções de higiene, respeito à hierarquia, e a ser disciplinado. Com os irmãozinhos ele aprende o jogo "dominante x dominado"

Período de Socialização com Humanos: de 7 a 12 semanas de vida

Este é o melhor período para o filhote se juntar à sua nova família. Esta também é a melhor época para introduzi-lo às coisas que farão parte da sua vida. Por exemplo, automóveis, outros animais, crianças, idosos, sons, etc. Tudo aprendido nesta fase é permanente.

Primeiro Período do Medo: de 8 a 11 semanas de vida

Neste período qualquer experiência traumática, dolorosa ou assustadora vai ter um impacto mais duradouro do que em qualquer outra fase da vida do animal.

Período do "rebelde sem causa": de 13 a 16 semanas de vida

É quando o pequeno meliante resolve testar toda a paciência dos seus donos. Ele vai tentar te morder, mesmo que pareça de brincadeira, dominar, e testar para ver quem será o lider da matilha. Este é o melhor período para iniciar o treinamento de Obediência Básica para Filhotes.

Período das "Escapadas": de 4 a 8 meses de vida

Se você ainda não ensinou ao seu filhote a vir quando chamado, este é o momento. Nesta idade ele desenvolve uma "surdez seletiva" que pode durar de poucos dias a várias semanas. É muito importante que os donos saibam como reagir nesta fase para evitar que seu cachorro se torne um eterno fujão.

Segundo Período do Medo: de 6 a 14 meses

É quando o cachorro começa a ficar relutante em se aproximar de coisas ou pessoas novas ou até mesmo já conhecidas. O mais importante é que os donos não forcem o cão nestas situações, e nem tentem consola-los, deixando que ele resolva sozinho que não há motivo para ter medo. O treinamento de obediência nesta época ajuda a construir a auto-confiança do cachorro.

Maturidade: de 1 a 4 anos de vida (varia entre as raças)

Para a maioria das raças a maturidade (inclusive a sexual) ocorre entre 1,5 e 3 anos de idade, sendo que raças pequenas tendem a amadurecer mais cedo do que os cães gigantes.

Este período é normalmente marcado com um aumento na agressividade e um novo teste da autoridade do lider. O aumento da agressividade não é necessariamente uma coisa negativa. Muitos cães que eram excessivamente amistosos com estranhos passam a ser ótimos cães de guarda. Sem dúvida nenhuma, esta é uma ótima oportunidade para reforçar a liderança dos donos através de uma reciclagem no treinamento de Obediência Básica (agora para Cães Adultos)

 


É verdade que cada ano de vida de um cachorro é igual a 7 anos dos humanos?

Não, na verdade a relação entre a idade dos nossos amigos peludos e seus donos não é linear. Por exemplo: uma cachorrinha de um ano de idade já pode ter filhotes, mas uma criança de 7 anos ainda não está pronta para ser mamãe. Existem pequenas variações nas tabelas que definem a correlação de idades entre os cães e humanos, mas, basicamente, você pode considerar que:

Cães

Humanos

2 meses

14 meses

6 meses

5 anos

8 meses

9 anos

12 meses

14 anos

18 meses

20 anos

2 anos

24 anos

3 anos

28 anos

4 anos

32 anos

5 anos

36 anos

6 anos

40 anos

7 anos

44 anos

8 anos

48 anos

9 anos

52 anos

10 anos

56 anos

11 anos

60 anos

12 anos

64 anos

13 anos

68 anos

14 anos

72 anos

15 anos

76 anos

16 anos

80 anos

17 anos

84 anos

18 anos

88 anos

 


Como ensinar um cachorro a não latir e chorar quando fica sozinho em casa?

Sempre que eu saio de casa o meu cachorro faz o maior escarcéu, latindo, chorando e arranhando a porta. Isso tem incomodado os vizinhos e me deixado com vergonha e raiva. Como posso fazer ele para com isso?

Porque cachorros são fortemente orientados para uma vida em grupo, eles tendem a demonstrar uma enorme frustração em ficar sozinhos com protestos que vão desde o choro e latidos incessantes, até a destruição total da sua casa, e alguns chegam mesmo a ficar deprimidos, sem comer e sem beber se a privação da companhia do dono for por muito tempo. Por ser um processo natural do cachorro (viver em grupo), este é um dos mais difíceis e demorados problemas de serem corrigidos.

Para começar, acostume o seu cachorro com o rádio ligado enquanto você estiver em casa, assim, quando você for se ausentar e deixar o rádio ligado, ele vai se sentir como se alguém ainda estivesse por perto. Deixe o seu cachorro por pequenos períodos de tempo sozinho. Quando for retirar o lixo, deixe o seu cão do lado de dentro com a porta fechada e observe. Se ele começar a latir diga junto a porta e com uma voz bem firme: NÃO! Espere ele parar de protestar e entre em casa. Faça a maior festa se ele ficar quietinho.

Vá aumentando o tempo e o número de vezes em que você "sai" de casa, sempre repetindo NÃO quando ele latir ou chorar e dando muito carinho quando ele estiver calado. Finja que vai sair de casa. Pegue suas chaves, pegue sua bolsa ou sua carteira. Dirija-se até a porta e então pare e dê meia volta e brinque e agrade o seu cachorro se ele se demonstrar calmo. Ignore-o se ele estiver ansioso. Com o tempo ele vai para de associar estes movimentos com a sua saída de casa e vai diminuir a antecipação da ansiedade pela separação.

Leve-o para uma volta antes de você sair e deixe vários brinquedos interessantes para ele se distrair enquanto você está fora. Um bom truque é comprar um destes ossos que são ocos no meio e enchê-los com biscoitos de cachorros ou "bifinhos" próprios para cachorros, ou ainda ração enlatada. Ele vai ficar um bom tempo tentando "pescar" as guloseimas dentro do osso e terá menos tempo para ficar pensando na sua ausência.

 


Qual a raça de cachorros que fica sozinha em casa sem se importar?

Eu e meu marido trabalhamos o dia todo fora, mas gostaríamos de chegar em casa e ter um cachorro para nos fazer companhia. Existe alguma raça que possa ficar sozinha o dia todo sem se importar?

Cachorros são animais sociais e vivem em grupos e, portanto não gostam de ficar sozinhos. No entanto, existem algumas raças que suportam melhor a solidão do que outras. Por exemplo, Rottweiler, Pastor Alemão, Doberman, Poodle de tamanho médio e Silk Terrier. Outras providências poderiam ser tomadas para amenizar o stress da solidão do seu cachorro, como, por exemplo, deixar um rádio ligado, baixinho, um outro cachorrinho para lhe fazer companhia ou mesmo a contratação de uma pessoa que possa vir no meio do dia e levá-lo para uma voltinha ou uma empregada. No entanto não se esqueça de dar muita atenção, carinho, exercício e treinamento para o seu bichinho quando você estiver em casa.


Quais as raças mais adequadas para apartamentos e crianças?

Estamos querendo comprar um cachorro para nossas filhas (5 e 6 anos respectivamente), mas não sabemos qual a melhor raça para conviver com crianças destas idades . Moramos em uma casa com um pequeno quintal e, portanto, achamos que deve ser um cachorro de porte pequeno. Gostaria de ajuda.

Cachorros e crianças se dão muito bem se ambos forem ensinados a brincar gentilmente e a respeitar um ao outro. Normalmente eu costumo avisar aos meus alunos que filhotes dão muito trabalho e exigem muita paciência e comprometimento de tempo da nossa parte para que eles possam crescer em todo o seu potencial e se tornar um animal educado e agradável. Às vezes este comprometimento todo não é muito compatível com a energia necessária pra se criar crianças com menos de 6 anos. Esteja preparada para mais um bebê em casa!

Analisando características como tamanho (cães pequenos), e facilidade de treinamento (cães obedientes são mais fáceis de se controlar), entre outros aspectos, cheguei as seguintes raças que podem te interessar:

» Dandie Dinmont Terrier
» Maltês
» Bichon Frisé
» Pug
» Shih-Tzu
» Shetland Sheepdog (meu predileto - parece um Collie, só que pequenininho)
» Toy Spaniel
» Lulu da Pomerania

Infelizmente a maioria deles possui pelo longo, o que exige maiores cuidados. Cães pequenos e de pelo curto são em sua maioria da família dos Terriers, que não aconselho, pois tendem a apresentar um temperamento meio agressivo com crianças.

 


Por quê um cachorro "monta" nas pernas das visitas?

Tenho um Poodle, com 13 meses, macho, que tem um comportamento normal! Ou seja, dorme, faz suas necessidades no lugar certo, passeia pela manhã, come uma vez ao dia, etc.... Quando chega alguém em casa ele fica muito agitado mas esse não é o problema maior, e sim quando a visita for criança, ele a agarra com uma certa exitação sexual, e não desiste até o momento que a criança for embora, latindo sem parar até mesmo a noite; não se alimenta e nem descança, fica completamente alterado. O que devo fazer? Será que ao cruza-lo ele para com isso?

Vou tentar explicar, por partes, o que está acontecendo com o seu cachorrinho: em primeiro lugar, podemos dizer que o interesse do seu cachorrinho em "montar" nas pessoas não tem nada de sexual e é compativel com a idade dele. Você já deve ter visto este comportamento ocorrer entre cães do mesmo sexo, apesar de não existir homosexualidade em cachorros.

O fato de ele preferir crianças demonstra que ele ainda é inseguro e que procura "humanos menores" e, portanto mais submissos, pois estes significam uma ameaça menor. Outra possibilidade é que as crianças estejam estimulando o comportamento do seu cachorro, voluntária ou involuntariamente. É bastante comum que crianças achem engraçado os movimentos do cachorro e ate estimulem o bichinho, deixando que ele agarre nas pernas ou braços. Algumas crianças fazem carinhos pensando que assim o cachorro vai parar, ou ficam rindo o que aumenta a excitação do animal.

Deixar o seu cachorro cruzar não vai melhorar em nada o comportamento dele. Cruzar vai resolver apenas a excitação do momento, mas assim que ele não estiver mais perto da cadelinha vai se excitar novamente com as pessoas. Em todo caso, machos não deveriam cruzar antes de 18 meses de idade, quando normalmente eles já estão maduros física e emocionalmente (algumas raças só atingem a maturidade depois dos 2 anos de idade). O que, na verdade, ajudaria a parar com este tipo de comportamento é a castração, mas não acredito que você esteja cogitando este método.

Para tentar melhorar o comportamento do seu cãozinho, comece ensinando-o a deitar ou a ficar sentado sob comando. Coloque-o na coleira e na guia toda vez que as crianças vierem te visitar e faça com que ele fique deitado perto dos seus pés até ele se acalmar.

Peça para as crianças não brincarem muito com ele, para que ele não fique muito agitado e conseqüentemente excitado. Se for preciso supervisione as brincadeiras das crianças e ensine-as que não se deve deixar o cachorro agarrar o braço ou a perna. Também as oriente para não ficar rindo ou fazendo carinho no cachorro.

Tente desestimulá-lo, retirando-o gentilmente da sua perna e ignorando-o por algum tempo. Se for preciso simplesmente saia do lugar onde você estava junto do seu cachorro e faça com que ele não tenha acesso a você.

Experimente também oferecer brinquedos como uma alternativa para distraí-lo, ou dê alguma coisa para ele roer, ou então comece a jogar bolinha com ele, até ele ficar cansado (estas também são brincadeiras que você deve ensinar para as crianças quando elas vierem visitar o seu cachorrinho).

Tenha paciência e seja muito consistente. Seu poodle não esta fazendo nada de errado (pelo menos não na cabecinha dele), mas este tipo de comportamento não deve ser estimulado ou permitido, afinal é extremamente inconveniente ter um cachorro "grudado" na perna das visitas.

 

 


Por que cachorros abanam o rabo?

É muito comum ouvir dizer que se um cachorro está abanando o rabo não há nada com o que se preocupar porque ele está feliz e amigável. Bem, isso nem sempre é verdade.

Cachorros abanam o rabo porque estão em conflito. Eles querem ficar e sair de perto ao mesmo tempo. Eles estão felizes e nervosos ou apreensivos. Estão curiosos e com medo.

Para podermos entender como isso ocorre, vamos ver alguns exemplos observados no encontro de cachorros com cachorros e de cachorros com humanos.

Quando filhotinhos estão mamando na mãe e começam a abanar o rabo como loucos, o conflito de sentimentos reside no fato de que eles querem (e precisam) ficar grudados a teta da mãe e ao mesmo tempo estão muito próximos dos irmãos, que sendo "competidores" no acesso ao alimento lhes causa medo.

Fome x Medo = Rabo Abanando.

Quando um cachorro avista outro cachorro e fica excitado, ele começa a abanar o rabo. O conflito está na curiosidade em investigar o outro e a apreensão por uma possível agressividade. Reparem que quando um cachorro é mais submisso, seu abanar de rabo será feito com movimentos largos e o rabo em si não estará totalmente em pé. Quanto maior o medo do cachorro, mais baixo ele manterá seu rabo. Ao contrário, cachorros agressivos e dominantes abanam seus rabos em movimentos curtos e rápidos, quase parados e totalmente eretos.

Quando um cachorro abana o rabo pela volta de seu dono ao lar, novamente ele demonstra um conflito entre a alegria e excitamento em rever o dono e uma pontinha de apreensão já que eles nos vêm como os líderes do grupo, do qual a sobrevivência deles depende.

Outro aspecto no fato dos cachorros abanarem o rabo é a mensagem olfativa que eles estão enviando. Os cachorros possuem glândulas anais que são capazes de emanar odores muitas vezes imperceptíveis aos nossos narizes, mas sem dúvida nenhuma bastante significante para os cachorros e seus mecanismos de comunicação. Um abanar de rabo na posição ereta irá aumentar de forma dramática a liberação destes odores, exatamente como fazem os cachorros que são confiantes.

 


O que fazer com o cachorro quando chega um bebê em casa?

Eu e meu marido estamos à procura de um cão para guarda de nossa casa, queremos mandar adestrá-lo, mas estamos em dúvida quanto à raça. Pensamos nas seguintes: Rottweiler, Pastor Alemão ou Doberman. (fêmea). Qual dessas raças, ou outra que você sugerir, não me traria problemas quanto:
1) A chegada de um futuro bebê.
2) Com a cachorra que eu tenho (fox paulistinha). Gostaria também de saber se o cachorro adestrado para a guarda, pode ser violento com os donos.



Todas as raças que vocês escolheram são ótimos cães de guarda por natureza, e todas as raças têm condições de se adaptar facilmente a chegada de um novo membro da família, desde que alguns pontos importantes sejam observados.

Escolha seu filhote com muito cuidado. Procure criadores experientes e renomados. Ligue para o Kennel da sua cidade e peça indicação de criadores profissionais filiados a eles. Visite mais de um canil, olhe as condições de limpeza e segurança do local, peça para ver os pais da ninhada e observe atentamente o comportamento deles com relação a estranhos. Observe se a mãe parece cuidadosa e se os filhotes estão limpos. Explique cuidadosamente ao criador que tipo de personalidade você espera do seu filhote quando ele for um cachorro adulto e não se precipite em comprar o primeiro cachorrinho que aparecer. Tenha paciência e lembre-se que você esta adotando um novo participante da família, que vai conviver com vocês por uns 12 anos.

Deixe os filhotes muito tímidos de lado, aquele que ficam escondidos no canto e que não procuram contato com humanos, e também deixe pra lá os muito agressivos (os bichinhos que parecem estar sempre mordendo e rosnando para os irmãozinhos), por mais bonito que eles pareçam. Procure os que parecem reativos, curiosos e que chegam perto de vocês para investigar. Se o filhote deixar os outros filhotes e te acompanhar pelo chão, é este!

Não aceite levar o filhote se ele estiver com menos de 50 dias. É muito importante para a saúde mental do filhote ficar com a mãe e com o irmão até ele completar 7 semanas de vida.

A escolha de uma fêmea me parece adequada pelo fato delas, normalmente, amadurecerem mais cedo, serem mais ligadas aos familiares humanos e mais dedicadas, além de mais fáceis de treinar. Pode ser que aconteça algum problema pelo fato de você já ter uma fêmea em casa (a Fox Paulistinha), mas é mais provável que a Paulistinha bata no filhote do que o contrário. Não se preocupe muito com isso, em poucas semanas a sua Paulistinha já vai estar mais calma e vai acabar aceitando o filhote.

Para acostumar um cachorro a chegada de um bebê, o melhor é começar socializando o seu novo filhote com o maior número de crianças possível. Peça para sobrinhos, filhos de vizinhos e crianças amigas para virem fazer uma visitinha para seu cachorro, principalmente até ele completar 6 meses de idade. Nunca deixe crianças e cachorros sozinhos, sem a supervisão de um adulto. Isso serve para proteger a integridade de ambos, crianças e cães. Ensine às crianças a serem gentis e ao cachorro a brincar sem morder ou pular. Evite brincadeiras muito brutas e se o "clima" entre as crianças e o cachorro ficar meio "estranho" pare a brincadeira imediatamente. É importante que seu cão relacione experiências prazerosas com a presença de crianças.

Quando o bebê estiver para chegar deixe que os cães participem desta felicidade, apresentando roupinhas e sapatinhos para eles cheirarem.

Assim que o bebê já puder ser apresentado oficialmente, deixe seu cachorro dar uma olhadinha e uma cheiradinha. Fale palavras carinhosas para o seu cão, num tom de voz bem doce e faça carinhos enquanto ele vê o bebê. Sempre que possível deixe o cachorro ficar deitado aos seus pés enquanto você cuida do bebê. O mais importante é não excluir o cachorro da vida do bebê e deixar que eles se conheçam com calma e em momentos de prazer.

 


Por quê alguns cães fogem quando chamados?

Nossa Labrador de 2 anos de idade sempre foge quando está fora da coleira. Como podemos ensiná-la a voltar quando a chamamos?

Em primeiro lugar você deve se lembrar de que um cachorro não consegue entender a palavra "vem" se você não ensiná-lo o significado físico deste comando.

Para ensinar a sua cachorra a vir para você quando chamada, coloque-a num lugar, sentada ou em pé e use uma guia bem longa presa a coleira dela. Diga a palavra "VEM" e puxe-a devagar em direção a você. Assim que ela chegar a sua frente, faça muita festa e carinhos. Diga o quanto ela é bonitinha e boazinha.

Repita este exercício pelo menos 30 vezes por dia (podem ser duas sessões de 15 vezes ou três de 10 vezes cada), por pelo menos 3 meses antes de deixá-la andar fora da coleira.

Labradores são cachorros de caça e foram criados para correr, bem como para aceitar comandos e ficar sobre controle.

Porque cada cachorro é diferente, alguns vão precisar de mais tempo para aprender do que outros. Alguns vão até precisar mais do que simples demonstração física. Para estes casos, treinamento de obediência básica pode ser necessário. Nunca bata ou brigue com o seu cachorro depois de chamá-lo para você, mesmo que ele tenha fugido ou feito uma coisa muito errada. Se ele for repreendido quando chegar até você ele aprenderá a não obedecê-lo quando ouvir o comando "VEM".

 


Como ensinar um cachorro a parar de pular nas pessoas?

Tenho 4 Akitas: Pai e Mãe, filho e filha e nosso problema é que até hoje não conseguimos fazer com que não pulem em cima da gente chegamos em casa. É um verdadeiro inferno, pois são 4 pulando ao mesmo tempo! Um verdadeiro ataque! O que fazer?

Que farra é chegar em casa, heim? O comportamento dos seus cachorros é muito natural e refletem pura alegria e submissão ao líder (você). Eles estão tentando pular na sua boca que é como os filhotes pedem comida para os cachorros mais velhos quando eles voltam das caçadas para alimentar os rebentos. Claro que você não é cachorro, não foi caçar, não vai alimentar ninguém na boca e muito menos seus cachorros são filhotinhos, mas eles não sabem disso e continuam repetindo esse comportamento ancestral como sinal de respeito por você.

Não é para ficar orgulhosa?! É, mas eu concordo que quatro cachorros pulando ao mesmo tempo em cima da gente é um horror. Meu conselho é que você comece a chegar em casa sem dar atenção a ninguém. Não fale com eles, não faça contato com os olhos, nem muita festa. Se alguém tentar pular em você, levante o joelho na altura do peito dele/dela. Não precisa chutar ou machucá-los. O seu joelho deve servir apenas como barreira entre vocês e o simples contato do seu joelho no peito deles já deve ser desencorajador o suficiente. Ao mesmo tempo diga o comando "NÃO PULA" num tom bem forte.

Naturalmente você vai ter problemas para enfrentar quatro ao mesmo tempo (na pior das hipóteses você só tem dois joelhos e precisa de uma perna no chão para não cair, não é mesmo?). Se possível, faça exercícios de controle de obediência regularmente com eles e peça a alguém para segurá-los na coleira, ou prendê-los no canil, e vá trabalhando com um de cada vez. Comece soltando-os do cachorro mais dominante para o mais dominado (provavelmente o pai, depois a mãe, depois o filho e por fim a filha). Finja entrar e sair várias vezes. Em cada uma das vezes, entre calmamente sem olhar ou fazer festa para ele e se ele ameaçar pular use a técnica do bloqueio com o joelho.

Quando cada um estiver se comportando bem sozinho, comece a soltar dois, depois três, até chegar aos quatro juntos. Treinamento básico de obediência também ajuda muito, já que você pode instruí-los para ficar sentados e quietos até você entrar com calma e só então fazer carinho neles. Isto é, se eles não pularem! Isso leva tempo, muito tempo! Exige calma e paciência, muita paciência! E persistência, muita persistência! Mas você consegue!!!!!



Como ajudar um cachorro medroso a se adaptar ao uso da coleira?

Minha cadela é muito medrosa, assustada e não consegue se adaptar de maneira alguma ao uso da coleira. Fora de casa ela não anda, não obedece ao meu chamado, só fica empacada em baixo de algum lugar se escondendo. O que eu poderia fazer para resolver este tipo de problema, já que pagar adestramento é muito caro, e quero colocá-la logo numa exposição, pois seus pais são muito premiados?

Compre uma coleirinha de nylon e deixe no pescoço da sua cachorrinha o tempo todo (dia e noite). Não se esqueça de checar diariamente se está apertada, pois cachorros crescem muito rapidamente. No início ela vai espernear um pouquinho, mas ao final de uma semana ela já deve estar bem adaptada. Todo dia, três vezes por dia, e por 10 minutos cada vez, prenda uma guia na coleira dela e ande com ela dentro de casa. Fale com uma voz bem suave e alegre que ela é muito bonita, que passear é gostoso.

Faça carinho na cabeça, pescoço e peito dela. Aos pouquinhos vá levando ela para passear na rua e tenha sempre com você um brinquedo que ela goste muito ou biscoitos para cachorro. Use-os como motivação (sacudindo o brinquedo na frente dela ou oferecendo um pequeno pedacinho do biscoito) e também para distraí-la quando ela começar a mostrar sinais de nervosismo e medo. Incentive-a a cheirar os lugares e andar do seu lado esquerdo. Faça muito carinho e fale com ela no mesmo tom carinhoso que você usava em casa, mas só quando ela estiver andando sem medo.
Se ela empacar, diga "NÃO", "JUNTO" e dê um leve puxão até ela começar a se movimentar. No início procure sair em horários de pouco movimento, pela manhã e a noitinha. Nunca faça carinho nela se ela estiver demonstrando medo, se escondendo atrás da sua perna, ou tentando "fugir" para casa. Tenha paciência, amor e persistência. Se você acha que um treinamento individual de obediência básica é muito caro, procure saber se existe algum treinador que ofereça aulas em grupo. O custo é consideravelmente menor e sua cachorrinha irá se beneficiar muito com a socialização feita com outras pessoas e outros cães. Não pense nisso como um gasto, na verdade este é um ótimo INVESTIMENTO, na sua relação com seu animal.

Quanto ao fato de você querer colocá-la em exposição, saiba que além de ter todas as características perfeitas da raça, ela vai precisar de um "handler" profissional. Ou seja, uma pessoa que "desfile" com ela nos eventos e que saiba como apresentá-la para os juizes, enfatizando todas as qualidades dela e minimizando qualquer possível defeito. Estes são profissionais extremamente qualificados, especializados e BEM pagos. Procure um clube da sua raça ou com os criadores onde você comprou a sua cadelinha para maiores informações a este respeito.

 


Por que alguns cachorros são tão difíceis de se controlar?

Enquanto a maioria dos cachorros proporcionam uma convivência pacifica e prazeirosa, não é raro encontrar cachorros criadores de caso e rabugentos. Eles mordem as visitas sem nenhuma provocação, fazem xixi pela casa toda, se recusam a obedecer ordens, rosnam quando se mexe na comida deles ou em seus brinquedos, e é praticamente impossível retirá-los da cama ou retirar alguma coisa de suas bocas sem correr o risco de levar uma bela mordida.

São eles que levam os donos para passear, determinando o horário, quando andar, quando parar e que direção seguir. Se negam a comer a ração comprada com tanto carinho e exigem as gostosuras da sua mesa.

Como foi que eu arranjei este monstro?

Infelizmente a resposta está embutida na pergunta. Foi o próprio dono que criou o monstro!

Primeiro é preciso entender que cachorros são animais sociais que vivem em grupo e que necessitam de um líder. Ao fazer todo o tipo de concessões, os donos estão transferindo a liderança do grupo (no caso a família humana) para o cão.

A esmagadora maioria dos cachorros ficam absolutamente confortáveis em aceitar a liderança de um humano, mas está igualmente satisfeito em assumir esta responsabilidade, caso lhe pareça que o cargo está vago.

Cães que vencem um confronto após o outro, eventualmente chegam a conclusão de que eles são os verdadeiros seres dominantes e portanto o mais qualificado para a liderança da casa. O problema é quem sempre estes confrontos são disputas físicas. Muitas vezes bastam desobediências na hora em que os donos querem alguma coisa e os cachorros insistem em outra, por exemplo sair do sofá ou dormir na cama.

Quando o cão está finalmente convencido de que ele é o chefão, ele passa a fazer xixi pela casa para marcar o território dele, ataca estranhos para defender os membros de seu grupo, e principalmente não vai aceitar nenhum desafio de sua autoridade por parte de sua família humana. Em alguns casos, esta dominância cria tantos problemas que eles passam a ameaçar seus donos e tornam a convivência próxima do impossível. Nestes casos só um treinador profissional é capaz de recolocar o cachorro numa posição subordinada dentro da família através de disciplina e obediência, com o cuidado de não "quebrar" o espírito naturalmente alegre dos cães.

 


Por quê um cachorro dócil se torna agressivo de repente?

Tenho um husky de 3 anos, que desde os 2 meses está conosco. Ele é macho, nunca foi adestrado e nunca cruzou. Nos últimos tempos, ele vem mordendo todos de casa: a empregada, meu pai, e agora fui eu. Dizem que é uma raça carinhosa e não agressiva. O cão não está doente, pois nunca saiu de casa, é vacinado e muito bem tratado. O que está acontecendo de errado com ele?

O que está acontecendo com o seu Husky é comum em cachorro macho que chegam na idade adulta (a partir dos dois anos de idade). Os machos tendem a apresentar uma necessidade muito maior do que as fêmeas de ser dominante e desafiar o dono. Além disso a maioria dos donos se deixa levar por aquelas carinhas lindas e indefesas quando eles ainda são filhotes e vão fazendo todas as vontades e concessões. Quando se dão conta, quem manda é o cão!

Não é fácil aconselhar sem ver o cachorro e saber todo o histórico e grau de agressividade do animal, mas algumas dicas são comuns a casos de agressão por dominância (que me parece ser o mais provável no caso do seu cachorro já que ele não apresenta nenhum sinal de problema de saúde ou maus tratos). Em primeiro lugar, procure fazer um curso de obediência básica e insista para que todos os membros da família se involvam no treinamento. Huskies são extremamente independentes e determinados, são altamente dominantes e tendem a apresentar sinais de agressividade contra outros animais. Ainda assim são fáceis de treinar.

Por ser uma raça sem misturas, criada a partir da seleção direta de lobos, e por ser uma raça de trabalho em grupo (puxando trenós no Ártico), a definição clara da hierarquia social é fundamental para esta raça. Nunca dê nada "de graça" para ele. Se ele quer comer, primeiro precisa sentar. Se quer carinho, primeiro precisa deitar, e assim por diante. Se ele pedir carinho (normalmente esfregando o focinho), mande ele sentar e acaricie ele por não mais do que 5 segundos. Depois disso diga CHEGA e cruze os braços e ignore-o. Não faça nova sessão de carinhos nos próximos 10 minutos.

Retire todos os brinquedos dele. Deixe ele ver os brinquedos, mas só você e sua família podem brincar com eles. Sempre fale primeiro com seus familiares ao chegar em casa. Brincar de cabo-de-guerra (quando ele puxa o brinquedo de um lado e você do outro) NEM PENSAR. Quando ele morder, ou tentar morder alguém isole-o num lugar (por exemplo na cozinha) pelos próximos 60 minutos. Faça tudo isso sem voltar atrás, até ele aprender que quem manda na casa são as pessoas e não ele. Lembre-se: Toda esta "linha dura" é temporária!!!!!! Mostre a ele que você é a chefe e assim que ele se convencer disso o convívio de vocês vai melhorar 10000%. Ele vai ficar mais calmo, mais dócil e mais relaxado.

As vezes é muito difícil para os donos manterem esta disciplina por muito tempo com a constância necessária (pode levar mais de um mês para seu Husky ceder o posto de Rei-da-Cocada-Preta). Ou as vezes o grau de agressividade do cachorro oferece perigo aos seus donos. Nestes casos o melhor e deixar o cachorro internado com um treinador profissional que seja muito calmo, experiente, e saiba lidar com este tipo de situação.

 


O que fazer quando um cachorro rosna para seu dono?

Tenho um pastor alemão, o Bart, que é extremamente manso, inclusive com estranhos, super brincalhão, esperto, enfim, um amor de cachorro. Mas não tente colocar remédio nele: ele rosna e, se você não desistir, morde. Não é mordida de arrancar pedaço, mas fura e dói. Há mais ou menos um mês, eu tomei uma e outro dia foi meu marido. O mais estranho é que ele tem paixão pelo meu marido. Cada vez que ele chega, o Bart faz xixi (o pior é que ele faz pulando, fazendo festa, então tem que sair de perto, senão...); quando ele vai embora, o Bart chora... Mas se alguém tentar chegar com algum remédio perto... E nem são remédios que ardem ou machucam... Nas duas vezes, ele levou broncas feias, mas acho que não deram certo. Eu não sou especialista no assunto (por isso estou pedindo socorro!), mas acho que ele não poderia DE FORMA ALGUMA rosnar para a dona dele. Como agir em uma situação dessas?

Fica meio difícil a gente diagnosticar com certeza o problema do Bart, sem antes gastar 2 horas de papo, mas partindo pelo básico parece que o probleminha dele é agressão por dominância.

Funciona mais ou menos assim: O cachorro é um grande amor, fofo, carinhoso e meigo, a não ser que alguém tente contrariá-lo. A gente vai fazendo todo o tipo de concessão e o totó vai se tornando cada vez mais poderoso e rabugento. Acaba que o cachorro rosna para a gente quando tentamos por remédio, tirá-lo do lugar onde ele está deitado, chegar perto da comida ou do brinquedo dele, ou mesmo chegar perto de alguém da família que o cachorro considera como propriedade particular.

O fato de ele rosnar e tentar morder quando se vai por um remédio, mesmo que não seja do tipo que arde, é bastante típico. Provavelmente o que ele não gosta não é do remédio propriamente dito, mas de vocês pegarem na pata, rabo orelha ou qualquer outra parte do corpo dele de forma "investigativa" sem autorização. Também pode ser (e isso é muito comum) que ele já sabe que lá vem remédio. Talvez ele já tenha sido tratado antes com algum "Arde-Arde" e agora ele não quer dar chance para vocês. Nada disso é desculpa para o Bart pensar em ter o direito de rosnar. Ele deveria ser o cachorro obediente e submisso e não o "top dog".

Quanto a não permitir que o cachorro rosne, você está ABSOLUTAMENTE correta.

Toda vez que vocês recuam quando ele rosna, vocês estão fazendo exatamente o que ele quer. Assim ele consegue intimidá-los e tornar-se o cachorro líder da matilha. Nestas horas o melhor é falar grosso com o cachorro. Segurar ele bem firme pela parte de trás do pescoço ou pelo focinho. É melhor dar duro no cachorro enquanto ele está só rosnando do que viver com um cachorro te ameaçando a vida inteira.

Se for preciso colocar a coleira e amarrar o bico (sim, pastor alemão tem bico!) para passar o remédio sem medo, que seja assim. Enquanto ele rosnar segure-o bem firme e diga "NÃO" como se estivesse rosnando, bem na cara dele, olhando no olho. Quando ele relaxar faça bastante carinho. Pode até ficar com uma porção de guloseimas por perto e oferecer para o Bart no final. Se ele se comportar!

Toda vez que alguém acobertar o Bart quando ele for corrigido, o Bart vai ficar cada vez mais agressivo. Aliás, parece que o Bart já tem um respeito especial pelo seu marido e por isso ele faz o xixi de submissão. Por mais estranho que pareça para nós humanos, este é um ótimo sinal entre os cães. Significa que ele reconhece o seu marido como o líder da matilha e que ele merece todo o respeito.

 


Por que brincar de cabo-de-guerra com cachorro é perigoso?

Quem já não se deliciou brincando com seu cachorro, ou mesmo com o de um amigo, de cabo-de-guerra? Aquela brincadeira que você pega do lado de um brinquedo (pode ser uma toalha), o cachorro do outro e fica aquele puxa-puxa sem fim. E quem já não se viu de paciência cheia, quando depois de duas horas initerruptas, quer parar a brincadeira e o cãozinho não? E quando o "cabo" não é o brinquedo ou a toalha e sim a sua calça jeans novinha? Hein, hein?

Se você pensa que estes são os maiores perigos, pense de novo!

Enquanto esta pode ser uma brincadeira super legal para unir ainda mais você e seu cachorro, nela se escondem posturas corporais e desafios com significados bastante específicos para os cães e que podem resultar em problemas.

A princípio o "puxa-puxa" repete o ritual das caçadas, quando os cachorros finalmente alcançam a presa e passam a destroçá-la, arrancando pedaços e conseguindo comida para todo o grupo. Até aí tudo bem, esta é a parte engraçada da festa (não sei se você ainda acha isso, agora que se deu conta de que já "destroçou" uma porção de "caças" com seu parceiro)! Mas existem uns pequenos detalhes que se não forem observados, poderão danificar a sua imagem de líder da matilha e comprometer o respeito que seu cão tem de você.

Você sabia?.......

Que só o líder inicia uma caçada? Os membros da matilha podem até sugerir e sinalizar que a presa está perto e pronta para ser atacada, mas só o líder dá autorização para que se inicie o ataque. Isso quer dizer que se seu cachorro começar a determinar que ele quer brincar agora, já, trazendo aquele bicho morto para o seus pés e começar a esfregar em você como quem diz "Como é que é? Tá demorando muito para fazer o que eu quero!" você pode estar criando um monstro!!!! Nestes casos o melhor é você ignorá-lo , se não quiser brincar agora, ou pedir para ele fazer alguma coisa para você primeiro. Um simples "senta", "deita", ou "dá a pata" já está bom.

Que o líder, e portanto o mais forte, deve ficar com o maior pedaço? Na maioria das vezes o brinquedo que vocês estão usando não irá se dividir em pedaços Quando for este o caso, prepare-se para ficar com o maior naco e segure a maior parte do objeto na sua mão. Assim você aumenta as chances de ficar com tudo se a "caça" escapar da boca do seu amiguinho. Ponto para você.

Que o líder não admite nenhum tipo de desafio à sua autoridade? Você vai notar que quando seu cachorro está tentando matar o bicho ele vai balançar furiosamente a cabeça, tracionar como um Grand Cherokee nas quatro patas, puxar, dar tranco, sacudir e o que mais ele puder fazer. Ao mesmo tempo ele vai rosnar, mas este é um rosnado diferente! Seu cão não está (nem deve) rosnando para você e sim para a presa. Não é um rosnado ameaçador. Soa muito mais com um som alegre, cheio de excitamento e satisfação. Este é o rosnado amigo e saudável. É este que você quer e pode permitir. Qualquer sinal de ameaça a você, rosnados ou mordidas na sua mão (mesmo quando parece que ele está tentando só agarrar melhor o brinquedo), pare imediatamente a brincadeira. Diga "NÃO" num tom de voz bem forte, retire o brinquedo e guarde pelo resto do dia. Para que a sobrevivência do grupo seja garantida, é inconcebível que seus membros se machuquem durante uma caçada, principalmente se este alguém for o líder (você)!

Que o líder determina quando termina a brincadeira? Cabe a você determinar o fim da brincadeira. Não espere até estar exausto e sem forças para o seu cachorro arrancar a presa bem debaixo do seu nariz. Se você ainda não viu, vai ficar surpreso em ver como eles (os cães) podem ficar horas e horas a fio neste puxa-puxa, nheco-nheco.

Que o líder sempre vence? Senão como ele seria o líder?!!! Ok, ok, você pode deixar o seu cachorro levar uma ou duas vezes o prêmio para casa, só para deixar as coisas mais interessantes, mas cuidado! Cada round ganho é mais poder para seu cão!

NUNCA, ABSOLUTAMENTE NUNCA, brinque ou permita que brinquem de cabo-de-guerra com o seu cachorro se você tem problemas de agressividade com ele, ou se ele for muito bravo! Tal qual uma criança, é necessário ensinar primeiro as regras da brincadeira para não dar confusão. E, para evitar que qualquer dia destes seja a sua calça jeans, use somente os brinqueddos reservados para este fim. Agora vocês já estão prontos para o ataque. Boa caçada!



Todo cachorro bravo é igual? Quais os tipos de agressividade de um cachorro?

Enquanto o resultado final pode ser o mesmo (uma tremenda mordida em quem se atrever a estar por perto), a agressividade em cachorros tem origens bastante diferentes. Na verdade a agressão nem sempre é demonstrada na forma de mordida. O cachorro pode demonstrar comportamento agressivo através da postura do corpo, rosnados e latidos entre outros. Além disso, a agressão pode ser ofensiva ou defensiva.

Embora nós humanos tenhamos o costume de classificar o comportamento agressivo dos cães como simples e pura maldade, a agressão em sí não está relacionada com nenhum sentimento de raiva nestes animais. Cães mordem, atacam, ou ameaçam outros seres para defender seu território, sua posição hierárquica, sua comida, para garantir suas chances de cruzar com uma fêmea e perpetuar a espécie, por medo, para proteger os filhotes ou para caçar. A escolha cuidadosa do filhote, a socialização, e o treinamento de obediência básica são as melhores ferramentas para se evitar este tipo de problema. A forma mais comum de agressão de cães domésticos contra seus donos é justamente por dominância. Dominância, que na maioria das vezes, é desenvolvida sorrateiramente, sem que os donos percebam os erros que estão cometendo e os riscos que estão correndo. Para entendermos melhor os principais tipos de agressão em cachorros vamos pedir ao Rex que nos dê alguns exemplos práticos.

Agressão por Dominância-> Cachorros são animais sociais e nenhum deles, inclusive Rex, esperam igualdade. Para Rex o importante é saber qual é a posição hierárquica de cada um da família em relação aos outros, e a própria posição dele. Se Rex perceber que ninguém exerce a liderança do grupo, ou exerce sem firmeza e consistência, ele (Rex) terá o maior prazer em ocupar esta posição. Se, ao contrário, Rex entender desde cedo que todos os membros da família humana dele são mais importantes hierarquicamente que ele, nosso amigo peludo ficará mais do que feliz.

A liderança da matilha não é trabalho fácil para um cachorro. Sendo o líder, Rex não pode descansar um minuto. Ele será o responsável pela guarda e proteção de todos os membros do grupo. Será responsável por vigiar o território e, o mais importante, será responsável por manter todos os membros do grupo (você e a sua família) em seus devidos lugares. Ele não irá aceitar desafios e insubordinação (tais como acordá-lo da sonequinha, tirá-lo, ou simplesmmente sugerir, que ele saia de onde estiver, chegar perto da pessoa preferida dele, passar perto da comida ou da cama dele mesmo que ele não esteja lá, ou simplesmente ficar de pé ao lado dele e encará-lo nos olhos) sem que haja consequências. Algumas vezes Graves Consequências!!!

A maioria dos casos de agressão por dominância ocorre em machos, e aparece pela primeira vez entre dois e dois anos e meio de idade. Algumas raças e alguns cachorros possuem a predisposição genética para a dominância. São aqueles que, desde muito pequenininhos, resolvem botar os dentinhos de fora. Se corrigidos a tempo e propriamente, estes cachorros desistem de ser o líder, mas vez por outra podem tentar medir forças novamente com você.

Existem cachorros que são mentalmente dominantes e fisicamente submissos. É o caso de Bingo, um cachorrinho Toy, primo de Rex. Bingo adora ser acariciado, escovado, carregado no colo....mas só quando ele quer! Qualquer pessoa errada, ou no momento errado e ZAP! É dente pra todo lado. Além disso Bingo sabe como virar de barriga para cima, se encolher todinho ou começar a ganir como um louco para ninguém ameaçá-lo de punição. Se alguém segurá-lo firme e de forma autoritária, ele fica quietinho e treme todo, mas assim que o incauto e abusado afrouxar um pouquinho....ZAP, ZAP, ZAP (ha ha ha ha), mais um monte de mordidas!!!!!

Agressão por dominância é coisa séria e deve ser tratada o mais cedo possível. Treinamento de obediência básica costuma prevenir este tipo de problema, já que cachorro e dono estarão se comunicando e reforçando a liderança do dono. Uma vez que o problema já exista, o melhor é procurar ajuda profissional para fazer o seu cachorro desistir da posição de líder e aprender a apreciar a vida mansa de um membro inferior na hierarquia do grupo.

Agressão por Possessividade e Competitividade-> Este é o tipo de agressividade mais comum entre cachorros do mesmo sexo e mesmo tamanho físco, que moram na mesma casa. Também é, normalmente, o tipo que ocorre nos cachorros com relação às crianças da família. Diferente da agressão por dominância, este é tipicamente um assunto entre "irmãos".

Quando Rex tinha dois anos, seus donos resolveram que seria uma boa idéia comprar outro cachorrinho para lhe fazer companhia. Foi então que Roover entrou na vida dele. No início Rex achou que aquela bolinha de pelos não passava de uma peste, mas com o tempo, Rex redescobriu os prazeres das brincadeiras dos filhotes. Todos felizes e vivendo harmoniozamente, até que um dia.....

Quando Rex tinha aproximadamente 4 anos e Roover 2, mal podiam ficar perto um do outro. A cada minuto era uma nova briga e a cada dia mais violenta. Os donos de Rex e Roover não sabiam o que fazer. Rex que sempre fora um cachorro manso estava insuportável, e o pobre Roover, quase sempre levava a pior. Todos corriam para separar a briga e tentar proteger Roover.

-"Dá um brinquedinho para o Roover, coitadinho".
-"Faz um carinho no Roover, o pobrezinho:.
-"Rex é muito feio! Rex mau, mau, mau, mau!!!!"

Mesmo sem saber, os donos de Rex e Roover estavam fazendo tudo errado. Na verdade eles estavam fomentando ainda mais as brigas entre os cachorros. O que ocorre é que Rex sempre fora hierarquicamente superior a Roover e por isso eles não tinham problemas. Quando Roover ingressou na idade adulta, idéias começaram a rondar a sua cabeça e uma vozinha lá do fundo dizia: "Vai, pega o posto do Rex, você pode! Vê, meus donos sempre me dão atenção primeiro, sempre me dão comida primeiro, os brinquedos melhores.... O Rex já era! Sem dúvida nenhuma meus donos querem que eu ocupe uma posição mais elevada. Agora é só mostrar ao Rex quem é que manda!"

Enquanto isso, do outro lado do jardim, Rex confabulava: "Quem esse fedelho do Roover pensa que é? Só porque ele está meio crescidinho acha que vai me derrubar? Eu sou o mais importante, sempre fui! Afinal, quem é que dorme mais perto dos donos? Quem passa primeiro pela porta quando vamos sair? Quem é o primeiro a ser escovado? EU! EU! EU! Eu mostro a esse pirralho com quantas dentadas se morde uma orelha!"

Já desesperados, Os donos de Rex e Roover resolveram procurar um profissional que explicou o que estava acontecendo e como corrigir o problema. Quando eles entenderam que para acabar com as brigas o melhor seria reforçar a posição mais elevada de Rex, tudo ficou resolvido e a paz voltou a reinar. Às vezes, para acabar com as brigas em definitivo, é preciso "passar" a posição mais

O mesmo cuidado deve ser tomado em relação a cachorros e crianças, especialmente quando moram na mesma casa. Para os cães as crianças são como irmãos, com quem precisam disputar uma posição. É muito importante que os adultos reforcem a posição das crianças como superiores (crianças são SEMPRE superiores) e nunca deixem sem supervisão crianças abaixo de 6 anos de idade junto de cachorros. Vale lembrar também, que é muito importante as crianças aprenderem desde cedo como tratar um cachorro com gentileza e respeito.

Agressão por Medo-> Ao contrário da agressão por dominância, o cachorro morde e ataca por medo e submissão excessiva. É um tipo de agressão comum em cachorros que foram pouco socializados quando pequenos e que estranham tudo o que é novo. Também acontece com frequenência em cachorros que são maltratados ou que sofreram algum tipo de trauma.

Rex tinha um amigo que morava na mesma rua, o nome dele era Pincel. Embora Rex nunca tenha visto Pincel virando nehuma lata, diziam que ele era um belíssimo vira-lata. Pincel tinha uma vida livre e sempre ficava solto pela rua, passeando, cheirando os postes e visitando os cães da vizinhança. Pincel era muito manso e nunca se meteu em encrencas. Um belo dia, quando Pincel foi correndo ver quem era a nova cachorrinha que passeava do outro lado da rua...PAU, CRASH, BUM, TUMB! Pincel foi atropelado!

Graças ao pronto atendimento dos vizinhos que o levaram correndo para o veterinário, Pincel sobreviveu, mas nunca mais foi o mesmo. Não, ele não ficou com nenhuma sequela física do acidente. Simplesmente Pincel tomou horror de carros e pessoas (afinal aquela gente que o carregou pela rua abaixo causou um bocado de dor). Acabaram-se os dias livres para Pincel. Desde o acidente ele não pode mais sair à rua, pois se alguém chegar perto dele, ou se passar um carro, Pincel fica aterrorizado e morde tudo o que estiver por perto.

Nem sempre as causas são tão trágicas, (Rex já ouviu falar que no apartamento 604 tem um Yorkshire que não pode ver vassoura que morde todo mundo! E o Cocker do 901?! Quando ouve um trovão se mete debaixo da cama e se alguém tentar tirá-lo de lá...Salve-se quem puder!), mas o motivo da agressão é sempre o mesmo. Estes cachorros estão com medo e estão tentando se defender.

Mais uma vez o melhor é prevenir expondo seu filhote a diferentes ambientes, pessoas, sons, equipamentos, e sempre tornar essas experiências prazeirosas. Quando o cachorro já apresenta sinais de agressividade por medo, o melhor é procurar um profissional para identificar a fonte, ou fontes exatas do medo e estabelecer um cuidadoso programa de dessensibilização, caso contrário o problema pode se tornar ainda pior.

Nunca conforte um cachorro com medo. Além de você estar se arriscando a levar uma mordida, vai estar recompensando o medo e, portanto, incentivando o cachorro a se portar desta maneira.

Agressão por Proteção Territorial ou Maternal-> A agressão territorial é geralmente apreciada pelos donos e muitas vezes estimulada. Embora seja uma ferramenta valiosa para a guarda de nossas residências e propriedades, a agressão territorial pode estar associada com dominância ou medo e pode se tornar um perigo se estiver fora de controle. Pirata, outro amigo de Rex, é um Pastor Belga que pelas próprias características genéticas da raça sempre foi um bom cão de guarda. Ninguém estranho podia passar perto da casa e Pirata logo dava o alarme. Aos poucos Pirata foi ampliando o que ele considerava como "sua" propriedade. Entre outras coisas, a dona dele passou a ser uma preciosidade a ser defendida, principalmente daquele arrogante chamado MARIDO!

Um dia chegou na casa uma Mercedes preta, novinha, e Pirata se apaixonou pelo carro. Ningúem, mas ninguém, podia se atrever a tocar no carro! Foi então que o MARIDO disse: "Ah não! o Carro NÃO!" e Pirata foi transferido para "outra vizinhança" (essa expressão causa arrepios em Rex). A proteção territorial pode ser de pessoas, lugares da casa, brinquedos, panos, ou literalmente qualquer coisa. Embora seja mais comum em certas raças (Pastores, Rottweilers, Terriers), a agressão por proteção territorial não é exclusiva de raças, sexo ou tamanho dos cachorros.

Já que a maioria das pessoas que possuem cachorros desejam algum tipo de proteção, é aconselhavel que se faça um curso de treinamento básico de obediência para que se possa ter controle da situação e ensinar ao cachorro a manter-se calmo quando os donos estão em casa, por exemplo.

Por incrível que pareça, a agressão por proteção maternal é mais comum em fêmeas que não possuem filhotes do que nas que acabaram de parir. Este tipo de agressão está relacionada com um hormônio que precede o cio, chamado progesterona. Sua produção se estende por dois meses na cadelas que não foram fecundadas e, para as que tiveram filhotes, por mais dois meses após o parto. Algumas fêmeas chegam a apresentar todos os sinais de uma falsa gravidez e tomam certos objetos como se fossem seus filhotes, defendendo-os como loucas. Felizmente este tipo de agressividade é passageiro!

Agressão entre Machos-> Este tipo específico de agressão é muito raro ocorrer entre fêmeas. A sua origem parece estar ligada à necessidade de se eliminar a concorrência e assim garantir a propagação das características genéticas do indivíduo. São os típicos machões (por que sempre os machos, não é mesmo?). Este é praticamente o único caso em que a castração parece resolver o problema. Procuramos Rex para esta entrevista, mas ele se negou a comentar o assunto (alegou conflito de interesses)!

Agressão Predatória-> Esse tipo de agressão é raro em cães domésticos e é dirigida contra outras espécies, tais como gatos, ovelhas, coelhos, etc. Muito raramente a agressão predatória vai ocorrer se o cachorro for socializado com o outro animal. Assim, dificilmente um cachorro que foi criado com um gatinho tentará matá-lo. Inclusive, este é o grande problema deste tipo de agressão. Ela significa MATAR. Algumas raças de caça são desenvolvidas com um alto grau de agressão predatória. Este é o caso, por exemplo, dos Jack Russell Terriers, uma raça que nunca se recomenda deixar sozinha com hamsters, gatos, ou qualquer outro pequeno animal. Rex nos disse que até hoje o Bife tem se comportado bem, embora ela já o tenha visto babando quando o gato do vizinho os convidou para o jantar.

Agressão por Aprendizado-> Este é o caso de cachorros que são treinados para serem agressivos. Quando treinados propriamente e humanamente, estes cachorros são exemplares. Tais como cães da polícia, eles podem ser afagados por crianças e andar no meio de uma multidão sem demonstrar o menor sinal de nervosismo, mas no segundo seguinte, sob comando, são capazes de atacar e imobilizar um ladrão com a precisão de uma arma de fogo. Treinar cachorros para ataque sem que todos os aspectos de socialização, genética, e controle sejam observados é pior do que fazer uma roleta-russa. Nem todo cachorro tem o perfil necessário para ser treinado para ataque. Tanto o cão quanto o dono têm que ser equilibrados, tranquilos, sociais, inteligentes e controlados. Infelizmente nem todos têm essas características e os cachorros são abusados, maltratados e surrados para se tornarem mais agressivos. O resultado é o que a gente vê nos jornais, vez por outra, de cães que atacam o próprio dono, crianças ou pessoas que estão passando pela rua, algumas vezes resultando em morte. Ou então cachorros que são estimulados pelos donos para atacar outros cachorros ou participar de rinhas.

Segundo Rex, ele não se relaciona com este tipo de cães. Disse que não é medo, mas questão de princípios. Sei!

Agressão por Causa Desconhecida-> Ainda que raros, existem casos em que cachorros se voltam contra os donos ou pessoas que eles conhecem, sem que haja nenhum motivo aparente. Quase que de uma hora para outra, estes bichinhos, sempre calmos, educados e obedientes, tornam-se perigosíssimos, rosnando, mordendo ou tentando atacar qualquer um que esteja por perto, para, no minuto seguinte, voltar ao normal.

São casos que não estão relacionados com dominância, medo, proteção, doenças ou nenhuma outra causa conhecida. A origem deste tipo de agressão parece estar profundamente ligado a genética. Algumas raças já foram diagnosticadas com esse problema que é conhecida como "Sindrome da Avalance de Ódio". É o caso de Cães do Pirineu, do Bernese, São Bernardos, Rottweilers, Dobemans, Pastores Alemães e mais frequentemente em Cockers Spaniels Ingleses de cor loira. Isso não quer dizer que todos os cães destas raças tenham problemas. Muito pelo contrário, estes são casos raros. No entanto, deve-se ter muito cuidado e procurar saber como é o temperamento dos pais antes de comprar um filhotinho de qualquer raça.

Não existe uma cura para este tipo de agressividade. Nos casos em que os ataques são frequentes e representam perigo para as pessoas, a única solução humana é a eutanasia. Manter o cachorro preso, isolado, ou acorrentado o tempo todo é muito mais cruel.



Cães mestiços são mais bravos?

Gostaria de saber se é verdadeira a informação de que cães mestiços (ou seja , descendentes de cruzamentos entre raças diferentes) têm sua agressividade aumentada. Tenho dois cães Pastores, de 6 meses e de raça pura, porém não registrados e observo neles uma grande agressividade, que não sei se é normal, porque eles não foram criados isolados e nunca passaram por situações que pudessem alterar seu futuro temperamento.

Para a sua primeira pergunta a resposta é NÃO.

Não é verdade que cachorros mestiços sejam mais agressivos que cachorros de raça pura. O que eles são é menos previsíveis. O que acontece é que todas as raças puras foram desenvolvidas com um determinado propósito. São cães desenvolvidos para pastoreio de animais, para trabalhos de puxar carroças ou trenós, para guarda de propriedade, para caça de animais e tipos de terrenos específicos, ou apenas para dividir companhia humana. Com base na especificação dos trabalhos a serem executados por estas raças, os cachorros mais desejados e escolhidos para perpetuar a raça são aqueles que possuem características genéticas mais condizentes com sua função. Ou seja, tamanho, força muscular, facilidade em ser treinado, agressividade contra outros animais e pessoas estranhas, proteção de território, tipo de pêlo, vontade natural de buscar objetos e animais, prazer de entrar na água, coragem e etc.

Quando você tem um cachorro, cuja origem da raça é desconhecida (nosso querido vira-latas), é muito difícil, ou mesmo impossível utilizar-se destas características para estabelecer um comportamento padrão. Quando você mistura duas raças cujas características são conflitantes, como, por exemplo, um Rottweiler com um Golden Retriever, é ainda pior, pois a primeira raça é independente e naturalmente protetora de seu território, enquanto que a segunda é extremamente dependente da aprovação de seu dono e dócil. O conflito está dentro da cabeça do cão, em todos os seu genes!

Além disso, outros fatores são fundamentais para determinar a agressividade de um cachorro. Alguns exemplos são, saúde física, socialização quando filhote, traumas nas fases críticas de aprendizado e formação de personalidade (sejam traumas causados por pessoas, outros cachorros ou ambientais). Outras são, maus tratos, falta de treinamento ou treinamento incorreto, falta de liderança dos donos, falta de controle genético ou escolha descuidada de matrizes (pais) super agressivas.

A agressividade excessiva em Pastores de 6 meses de idade não é natural, nem da raça, nem desta idade em particular. Eu aconselho você a procurar um treinador que seja experiente, calmo carinhoso para te ajudar a lidar com este problema o quanto antes. Não deixe que seus cães cresçam agressivos a ponto de você perder o controle. Pastores Alemães são muito inteligentes, fáceis de treinar e fortes. Podem facilmente se tornar uma arma perigosa.



O que é gravidez psicológica?

Minha cachorra teve apenas 1 cio há quase três meses. Percebi que as tetinhas estavam inchadas. Como tive que levá-la a veterinária para tratar do seu ouvido, perguntei a médica e ela me disse que a pequena está com gravidez psicológica. Já tinha ouvido falar disso, mas gostaria de saber mais a respeito de gravidez psicológica em cadelas O que ocorre com elas, quais são as causas e quais as conseqüências? Quanto tempo vai durar?

A gravidez psicológica em cadelas é muito mais comum do que nós pensamos. Normalmente ocorre em cadelas que nunca cruzaram e que já passaram por mais de um cio.

As causas biológicas estão relacionadas com um hormônio que precede o cio, chamado progesterona. Sua produção se estende por dois meses nas cadelas que não foram fecundadas e, para as que tiveram filhotes, por mais dois meses após o parto. As causas sociais/psicológicas seriam um resquício do comportamento primitivo, da época em que os cães viviam de forma selvagem como os lobos e visava ajudar na alimentação e proteção dos filhotes.

Acontece que entre os lobos, normalmente, só a fêmea líder irá ser fecundada pelo macho líder. Isso garante não só que irão nascer os filhotes com maiores chances genéticas de superioridade, como também que o grupo será capaz de garantir a sobrevivência de um número limitado de filhotes. Como geralmente a fêmea líder é uma melhor caçadora que as fêmeas mais submissas, ela provavelmente precisará sair da companhia dos filhotes para caçar.

É justamente aí que entra a sabedoria da Mãe Natureza e a utilidade da gravidez falsa. Para garantir que os filhotes serão alimentados e protegidos, as fêmeas submissas e não fecundadas têm a gravidez falsa e passam a alimentar e a tomar conta dos filhotes quando a mãe deles não está presente.
É justamente aí que entra a sabedoria da Mãe Natureza e a utilidade da gravidez falsa. Para garantir que os filhotes serão alimentados e protegidos, as fêmeas submissas e não fecundadas têm a gravidez falsa e passam a alimentar e a tomar conta dos filhotes quando a mãe deles não está presente.
Nas nossas amiguinhas peludas, os sintomas são iguais aos da verdadeira gravidez e incluem falta de apetite e vontade de brincar ou ficar perto de humanos, posse e proteção exagerada de objetos como sapatos, camisetas, pedaços de pano, almofadas ou bichinhos de pelúcia. Elas podem inclusive apresentar comportamento agressivo e por incrível que pareça a agressão por proteção maternal é mais comum em fêmeas que não possuem filhotes do que nas que acabaram de parir. Felizmente estes sintomas são passageiros (duram em média 2 meses) e o jeito é ter paciência e deixar a bichinha curtir os "nenês" dela. Se você não está pensando em deixar ela cruzar nunca, converse com a sua veterinária as vantagens e desvantagens de uma histerectomia (retirada do útero), que além de evitar que ela tenha este problema, também elimina os riscos de câncer de útero e de mama.

 


Por que certas raças tem o rabo e as orelhas cortadas?

O corte parcial ou total das orelhas e do rabo de várias raças tem sido feito por séculos, mas hoje, talvez mais do que nunca, esta é uma prática que gera uma discussão apaixonada entre os que a aprovam e os que desaprovam esta intervenção.

Quem não estranha um Cocker Spaniel com rabo? Ou um Rottweiler? Você refere um Doberman com orelhas cortadas ou inteiras?

Discussões éticas a parte, podemos dizer que a origem do hábito de cortar a cauda dos cachorros eram basicamente 3:

Para evitar lesões e machucados: muitos dos defensores da caudectomia (nome científico do corte da cauda) alegam que determinadas raças que desenvolvem um trabalho no campo, se beneficiam do corte de suas caudas para não se machucarem com tanta freqüência. Ferimentos estes que durante uma caçada, além de muito doloroso, poderia custar a vida do cão, por causa das possíveis infecções nestes ferimentos. Este é o caso de algumas raças de caça como o Pointer Alemão, o Cocker Spaniel e da maioria dos Terriers. No caso dos Terriers, inclusive, os defensores do corte de cauda alegam que um cachorrinho que entra na toca de sua presa terá uma dificuldade maior para se virar dentro do buraco se a sua calda estiver integra, e que o corte facilita para que o rabo do cachorro fique no tamanho adequado para o caçador tirar o cachorro do buraco, puxando-o pelo rabo, sem machucá-lo.

Os críticos usam os exemplos dos Setters, Pointers Alemães entre outros, que também caçam, mas tem a sua cauda poupada. Além disso, eles ponderam que hoje em dias (diferentemente da época em que o corte de caudas começou a ser praticado), existem vários medicamentos que minimizam estes riscos.

Por razões de higiene: Raça que possuem uma pelagem longa e densa, como por exemplo o Old English Sheeepdog e o Yorkshire, são beneficiadas pelo corte de suas caudas, pois a região anal fica mais exposta e limpa, evitando que fezes fiquem grudadas na longa pelagem e que moscas e outros insetos depositem suas larvas.

Os críticos se perguntam, mas e os Malteses e os Collies, por exemplo, que também possuem pelagem densa e longa e não possuem suas caudas cortadas? E o Buldogue, que tem a cauda curtinha (muitos já nascem praticamente sem cauda) e que ainda assim são facilmente atacados pelos insetos, inclusive na região anal?

Para manter os padrões da raça: O fato destas raças terem seus rabos cortados por séculos fez com que eles fossem selecionados até hoje por suas qualidades de conformação e beleza, além de temperamento, mas não levando-se em conta a aparência de seus rabos. O receio é que cães tidos como "perfeitos" hoje em dia, deixariam de ser usados para criação por não possuírem seus rabos dentro dos novos padrões. Isso teria uma grande impacto no plantel dos criadores.

Os críticos afirmam que a "crueldade" de se cortar os rabos dos filhotes não justifica a busca da beleza "perfeita".

Uma outra possível causa da origem do hábito de se cortar o rabo dos cães não tem mais nenhuma aplicação nos dias de hoje. No início do século 19, na Inglaterra, os donos de cães passaram a ser cobrados uma pesada taxa sobre seus animais. A partir daí existem duas explicações para o corte de cauda. Alguns historiadores dizem que na lei de taxação a definição de "animal a ser taxado" dizia "todos os animais nascidos com uma cauda mais longa do que o comprimento do polegar de um homem", e portanto os fazendeiros e "não nobres" passaram a cortar o rabo de seus cães o mais cedo possível, para que o coletor de impostos não pudesse aplicar a lei. Outra versão desta lei é que ela foi feita para taxar apenas cães nobres, que não eram usados para o trabalho, e então, como forma de diferenciar os cães que não deveriam ser taxados, as raças usadas para trabalho passaram a ter seus rabos amputados.

Normalmente a caudectomia é praticada entre 2 e 7 dias de vida do filhote, e deve ser feita sempre por um veterinário experiente e com todos os cuidados necessários para que o filhote não sofra uma infecção proveniente do corte da cauda.

E o corte das orelhas?

A conchectomia, ou ototomia (nomes científicos do corte das orelhas), é basicamente apenas uma questão de estética e praticada principalmente em raças de cães de guarda, pois é de consenso geral que as orelhas eretas e pontudas causam uma impressão de "ferocidade" muito maior de que doces orelhas caídas e arredondadas. . É bom deixar claro, no entanto, que o corte de orelhas muda apenas a expressão do cachorro e nunca o seu temperamento. Raças usadas originalmente em rinhas também possuem, tradicionalmente, suas orelhas amputadas, não só pro estética, mas também para tentar diminuir o risco de machucados e sangramentos profusos que fatalmente aconteceriam nas orelhas intactas de um cão em combate. Um ponto importante que a pessoa que pretende cortar a orelha do seu cão, deve levar em consideração é que esta não é uma cirurgia que apresenta resultados imediatos. Após o corte e a cicatrização das orelhas, é preciso manter por várias semanas uma espécie de "atadura"ou "molde" para que a orelha se "eduque" no seu novo formato. É preciso paciência, muito cuidado, e disciplina para evitar que o resultado seja desastroso. Normalmente esta cirurgia é feita entre os 4 e 6 meses de idade do cachorro.

A despeito das controvérsias, vários países Europeus, inclusive a Alemanha e alguns estados da Austrália já aboliram totalmente, por lei, a pratica do corte de orelhas e rabos dos cães de raça, permitindo esta cirurgia apenas em casos clínicos necessários. No Brasil a tendência é que nós venhamos a ver mais e mais cachorrinhos com suas orelhas intactas, bem como suas felizes caudas, já que a Confederação Brasileira de Cinofilia CBKC tem apoiado esta tendência.

 


Por quê cães adestrados sempre andam do lado esquerdo?

Gostaria muito de saber por que os cães têm que andar do nosso lado esquerdo (em se tratando de adestramento). Já ouvi dizer que é para nossa mão direita ficar livre, mas não me convenceu, pois, se esse for o motivo, o que seria dos canhotos ? Além do mais, quando eu levo algum cão para passear, mesmo ele ficando do meu lado esquerdo, eu seguro com a mão direita.

A origem de se andar com cães pelo lado esquerdo vem dos treinamentos de Schutzhund, que é um tipo de competição super difícil.
No Schutzhund (nem precisa dizer que foi inventado por alemães, né?) o cão é submetido a provas de obediência avançada, faro, ataque, defesa e agility. É uma doideira, muito bonito mesmo.

Pois bem, o princípio é que a pessoa, para ter maior segurança, deveria andar sempre na mão contrária do transito. Supondo que esta mesma pessoa esteja andando numa calçada, ela teria o lado direito do corpo mais protegido por muros e residências e o lado esquerdo protegido pelo cão.

Se for um profissional de segurança, um policial por exemplo, e este policial for destro, estará segurando a arma na mão direita, então é mais seguro para o cachorro andar do lado esquerdo e não levar um tiro acidentalmente.

Além disso, se a pessoa aprender a segurar a guia corretamente (como é o caso dos treinadores e competidores de provas de obediência), ela vai ver que segurando a guia com a mão esquerda, junto da perna esquerda, ela tem muito mais alavanca com a mão direita (a guia deve ser segura com as duas mãos), para corrigir o cachorro e controlá-lo.

Ficou enrolado? Fica difícil explicar sem vocês verem como é que se deve segurar uma guia. Ahn..... os canhotos, normalmente, treinam os cachorros pelo lado direito.



Quais as diferenças de treinamento para ataque, defesa e guarda?

Gostaria de saber a diferença entre adestramento de ataque, de defesa, e de guarda. Qual é o mais indicado?

O negócio de treinamento de ataque, defesa e guarda é mais ou menos assim:

Na primeira fase o cão aprende a defesa, ou seja, ele só irá demonstrar sinais de agressividade quando ele ou seu dono forem ameaçados. É quando o cão fica ao lado do dono, na guia, e o cobaia (aquele cara corajoso que veste aquela roupa esquisita) ameaça bater no cão ou no dono. Aí o dono incentiva o cachorro a atacar o coitado do cobaia.

Segunda fase: treinamento de ataque.

O cão é incentivado a atacar, sob comando, mesmo que não haja nenhuma ameaça aparente. Exatamente como os cães da policia fazem quando não podem ver o suspeito e o policial manda o cão mesmo assim. O cachorro acha o fugitivo, encurrala o fulano e se for possível dá umas mordidinhas (os cachorros adoram dar essas mordidinhas).

Fase três: treinamento de guarda. O cão vai atacar qualquer um que tentar invadir a sua propriedade ou que tente chegar perto de um objeto a ser guardado. Nesta fase o cão não precisa mais que o dono esteja por perto ou que seja dado um comando para ele executar o trabalho.

Qual é o mais indicado? Nenhum! Não acredito que qualquer cachorro possa ser treinado para nenhuma destas funções. Não é qualquer treinador que é bom o bastante para avaliar e treinar o cachorro propriamente e, principalmente, não é qualquer dono que pode ter um cão treinado para defesa, ataque ou guarda. Vale lembrar que cães da polícia e cães de competição são treinados PERMANENTEMENTE por profissionais.

Sempre que lemos as várias notícias trágicas de cachorros que atacaram pessoas e crianças, com mortes e mutilações, não nos ocorre que muitas pessoas que possuem cães para a guarda não estão cientes da responsabilidade e do perigo que é ter um animal destes em casa. Como treinadora profissional, tive a oportunidade de observar vários tipos de cães. Alguns mansos, outros agressivos, alguns neuróticos, outros inteligentes, alguns brincalhões, outros sérios, e poucos realmente equilibrados. Também tive a grande sorte de ter aprendido esta profissão num estado dos Estados Unidos onde as leis sobre cachorros que atacam pessoas é rigorosíssima, e onde estão os melhores cães policiais de todos os Estados Unidos. E a maioria das pessoas quando pensa num cão de guarda, pensa logo nos cães da polícia: cachorros muito bem treinados, precisos no ataque de bandidos e sob controle total de seu dono.

Mas no Brasil, muitos daqueles que possuem "cães de guarda" nunca procuraram um treinador profissional, nunca trabalharam com seus cachorros, nunca socializaram estes animais. Poucos se preocuparam com a índole do animal antes de comprá-lo e partem do pressuposto de que cachorro de guarda tem que ser muito bravo. Acreditam que o cão deve ficar preso o dia todo e só ser solto durante a noite que é para não ficar amigo de estranhos.

Pode parecer estranho, mas os cachorros escolhidos para o policiamento não são aqueles que apresentam propensão para a agressividade. Muito pelo contrário. Os melhores cães para a polícia são os que apresentam maior poder concentração e vontade de brincar. Para estes cães, não existe motivo algum para temer ou odiar pessoas estranhas. Para que sejam confiáveis e úteis na segurança da população, eles, os cães da polícia, têm que ser dóceis e mansos quando andando no meio das pessoas. Numa rua cheia, eles devem se manter sempre do lado esquerdo de seus companheiros policiais e aceitar com prazer os carinhos das crianças que nunca se cansam de admirar tão belo animal.

O ataque para estes cachorros não é pessoal, ou seja, eles não são treinados para ter raiva, ou perseguir nenhum grupo de pessoas específico, nem tampouco para serem agressivos ou arredios com estranhos. Estes cães são treinados para gostar de um jogo, uma brincadeira muito excitante que é pegar o cara mau. Isso mesmo, para o cachorro tudo não passa de uma brincadeira, que ele gosta muito, de imobilizar e morder uma pessoa que seu dono mandou pegar. O cão nunca vai iniciar uma perseguição ou um ataque sem que ele tenha sido comandado. Claro que este comando não precisa ser unicamente verbal. Um movimento brusco por parte da pessoa que está sendo investigada, ou a tentativa de fuga desta pessoa pode ser a "deixa" para uma imobilização.

A visão de uma arma, a agressão ao dono por parte do suspeito, ou um discreto comando físico pode ser suficiente para o cão iniciar um ataque. Os cães escolhidos para se tornar um cão de guarda devem fazer parte da família deles. Conviver com as crianças, brincar no quintal e ser companheiro inseparável de seus donos.

Qualquer pessoa que deseja ter um cão de guarda deveria ter os mesmos cuidados que a polícia. Escolher a raça mais adequada. Investigar o temperamento dos pais do filhote e evitar qualquer animal que apresente sinais de agressividade excessiva ou medo e desconfiança de pessoas estranhas. Socializar o filhote e educá-lo com amor e paciência para que ele cresça confiante e tranqüilo. Fazer com que este animal participe da vida da família, fortalecendo os laços de amizade entre cão e humanos. Procurar um treinador profissional competente e capaz e solicitar uma avaliação do animal, aceitando se o parecer deste treinador for contrário ao treinamento do cachorro para guarda. Participar ativamente das seções de treinamento do cachorro. Prover alimentação e cuidados veterinários adequados. E, principalmente, ser responsável pelo animal e pela segurança das pessoas que trabalham ou visitam a sua residência.

Para evitar tantas tragédias como as que aparecem nos jornais todos os anos é preciso lembrar que um cachorro não é capaz de distinguir a diferença entre um atleta fazendo jogging ou um ladrão correndo em disparada; entre um bandido escondido num beco ou uma criança brincando de esconde-esconde; entre um ladrão atacando seu dono, ou apenas um amigo mais espalhafatoso.

Em última análise, um bom cão de guarda só precisa dar o alarme, latindo, na hora em que uma pessoa estranha se aproximar da casa para que o dono possa tomar as medidas necessárias para a proteção de seu patrimônio. Mesmo que o cachorro seja super-treinado, se um ladrão resolver invadir uma residência quando o dono não estiver presente, ele, o ladrão, vai invadir. A falsa segurança que as pessoas sentem quando possuem um cachorro feroz em casa pode ser fatal para os donos, para pessoas de bem e principalmente para crianças curiosas e indefesas diante de tamanha fúria.

 


Será que se eu treinar meu cachorro ele vai se tornar um "escravo"?

Algumas pessoas pensam que cachorros treinados são como robôs que não possuem vontade própria, não brincam, não são divertidos, e não têm personalidade. Isso pode ser uma verdade, ou não. Tudo depende do dono e do treinador!

Nós acreditamos, e nossa experiência nos comprova, que cachorros treinados devem ser amigos, felizes e cheios de personalidade. O objetivo de se treinar um cão não é torná-lo subserviente, apático, ou medroso. Pelo contrário, nós queremos ensinar às pessoas a abrir uma linha de comunicação com seu cachorro e transformar a linguagem humana em comandos compreendidos pelo cão. Tudo isso pode ser feito de uma maneira bem divertida e usado para melhorar a convivência entre donos e cachorros...

Claro que isso depende do que o dono espera do seu cachorro, do método de treinamento e do treinador. Se o dono estiver a par das características genéticas da raça do seu cachorro, das limitações de aprendizagem do cão e de como ele pode usar os comandos em situações comuns do dia a dia, esta dupla (dono e cão) vai ter 100% de sucesso e diversão.

Vamos tomar como exemplo o nosso Bife. Bife, como vocês já devem saber pela nossa home page, é um Jack Russel Terrier. Como um típico terrier, ele é dono de uma personalidade única. Teimoso, corajoso, curioso, inquieto, insistente, persisitente, brincalhão, e dono de uma energia inesgotável são alguns dos adjetivos que poderíamos citar sem medo de exagero. E é justamente por estas características que amamos o Bife. Quando escolhemos esta raça não estávamos procurando um modelo em competição de obediência. Nós queríamos um desafio e é exatamente isso que nós temos!

Apesar de ser um terrier até a medula, ele nunca criou encrenca com outros cachorros, graças à socialização a que foi submetido desde que tinha 8 semanas de vida. O Bife não anda no que nós poderíamos chamar de "JUNTO" (a não ser que ele esteja numa sessão de treinamento - e ele sabe quando está em uma), mas ele pode andar fora da coleira e ficar por perto sem problema. Ele pode sair correndo atrás de alguma coisa muito interessante que está passando por perto (ele é um cão de caça), mas ele para e espera sob comando e nunca atravessa a rua sozinho.

Ele adora pessoas e é um saltador nato, mas sabe esperar sentado enquanto atendemos a porta, até que seja dado o comando OK (significa que ele está livre do comando SENTA - FICA). Aliás, o comando SENTA-FICA foi muito útil para ensiná-lo a andar na garupa da bicicleta e agora ele vai passear na praia todos os fins de semana. Ele adora avisar quando estranhos chegam perto de nossa porta, mas se cala quando dizemos QUIETO. Mas o que o Bife mais gosta é de fazer truques bobos como ficar sentado nas patas traseiras, dar a pata, buscar bolinhas atiradas bem longe, ou equilibrar um biscoito na ponta do nariz. Porque o que o Bife mais adora é o carinho e atenção que consegue das pessoas quando ele faz estas bobagens.

Não conheço uma única pessoa que não tenha se apaixonado pelo jeito expontâneo e sapeca do Bife e até os corações mais durões se desmancham quando ele põe a cabeça nos pés da pessoa e muito lentamente vai virando de costas até cair de barriga para cima a fim de ganhar uma coçada. Definitivamente Bife é um cachorro muito simpático e nós nos sentimos muito a vontade de levá-lo em qualquer lugar. Nunca fomos barrados em restaurantes, hotéis ou casa de amigos por causa da companhia do Bife. Ao contrário, Bife é sempre muito bem recebido, pois além de boa companhia ele é muito bem comportado. Nunca cogitamos a possibilidade de transformá-lo no que ele não é, muito menos num "escravo". Embora, é verdade, eu já tenha visto algumas vezes meu marido tentando ensiná-lo a buscar uma cervejinha na geladeira.



Qual é a melhor idade para separar um filhote da ninhada?

Estamos pensando em comprar um cachorrinho para o nosso filho. Qual é a melhor idade para ir buscá-lo? Já ouvi dizer que não se deve pegar filhotes com menos de 1 mês de vida. Por que?

Em geral, filhotes estarão totalmente desmamados na 5ª semana de vida, mas podem começar a receber comida pastosa a partir da 3ª semana.

O que acontece é que não só o desmame é um fator a ser considerado quando se pretende comprar um filhote. O convívio com a mãe e os irmãos é também muito importante e tem sua própria fase de desenvolvimento. É com a mãe que o filhote aprende as primeiras noções de limpeza e respeito a hierarquias (os mais velhos e mais fortes devem ser respeitados), além de aprender a interpretar diversos sinais na postura física dos cachorros, como por exemplo, que um rosnado, ou os dentes a mostra é sinal de que é melhor sair de perto.

Com os irmãos ele aprenderá que brincadeiras brutas resultam no fim da brincadeira, aprende a sua própria posição na hierarquia do grupo e a se socializar com outros cachorros. De um modo em geral, a melhor fase para se retirar um filhote da ninhada é entre 6 a 8 semanas de vida e o período crítico da socialização do filhote com seres humanos e outros cães é entre 4 a 12 semanas de vida.

 


A ração é o melhor alimento para um cachorro?

Qual é a melhor comida que eu posso dar para o meu cachorro. É melhor dar ração ou alimentá-lo com restos de comida?

De um modo em geral, rações industrializadas tendem a ser a melhor e mais completa forma de alimentação para o seu cão. Hoje já existem no mercado rações que contemplam todas as necessidades de nutrientes do seu cão e a adição de complementos, como, por exemplo, cálcio ou vitaminas, não são mais necessários. Existe também uma variedade enorme de produtos, que visam a atender as diversas fases de vida do animal. O mercado oferece rações para filhotes, cães adultos, cães obesos, cães com alergias, etc.

Além disso, rações industriais são mais fáceis de conservar, armazenar e transportar. Os preços variam muito, mas existem boas rações com preços razoáveis (lembre-se que uma boa ração precisa de menores quantidades para alimentar bem o seu cão e pode te economizar um bocado de dinheiro em remédios mais tarde). Consulte o seu veterinário e peça a ele para te ajudar a determinar qual é a melhor ração para o seu amigo peludo.

 


O que o Totó comeu que deixou ele doente? É bom ficar trocando a ração de um cachorro?

Quando pensamos o que pode deixar nossos queridos bichos doentes, vem logo em nossas cabeças os produtos de limpeza, remédios e inseticidas. No entanto, coisas aparentemente inofensivas também podem deixar nossos amigos peludos com o estômago doendo.

Ao contrário do que nós humanos pensamos, os cachorros não precisam e não devem ter grandes variações em sua dieta. Para cada tipo de comida que Rex ingere, ele desenvolve no estômago uma bactéria específica para digerir este alimento. Se trocarmos o menu de Rex todos os dias, ele terá que desenvolver uma nova bactéria sete dias por semana. O organismo dele não tem tempo suficiente para se ajustar a tantas mudanças e as consequências mais aparentes são diarréia, prisão de ventre e até perda de peso.

O ideal é alimentar Rex com uma ração bem balanceada e de boa qualidade, reservando os petiscos para ocasiões muito especiais e oferecê-los com reservas. Hoje já existem no mercado várias rações industrializadas de ótima qualidade. Além disso já podemos contar com uma grande especialização destas rações, como por exemplo, rações para filhotes, para cães adultos, para cães obesos, para cães muito ativos ou pouco ativos, para cães que participam de competições e por aí vai. O veterinário do seu cachorro é a pessoa mais indicada para aconselhar na compra da ração mais apropriada e temos certeza de que ele terá o maior prazer em te ajudar.

Uma dica para ajudar seu cão a se ajustar a nova ração é ir misturando muito gradativamente a ração antiga com a ração nova. Comece colocando mais da ração antiga do que da nova e vá invertendo as proporções até que no final você esteja colocando só a ração nova. A maioria dos cães se ajusta sem problemas se este procedimento for utilizado por 5 dias.

Observe seu cão para ver se ele perde ou ganha peso. Na maioria das vezes você vai poder oferecer porções menores de uma ração de boa qualidade relativamente ao que era preciso com uma alimentação desbalanceada ou de baixa qualidade, para fornecer os mesmos níveis de nutrientes e energia que seu cachorro necessita para ser saudável, esperto e se manter em grande forma.

ATENÇÃO-PERIGO: Chocolate pode ser fatal para nossos amigos caninos! Pouca gente sabe que existe uma substância no chocolate que é tóxica para os cachorros e pode ser fatal. É verdade que existe uma relação entre a quantidade consumida e o peso do cachorro, mas tal como as pessoas, existem cachorros mais sensíveis do que outros. O melhor é não arriscar. É importante não esquecer de avisar às crianças sobre isso, pois normalmente elas adoram dividir as guloseimas com os coleguinhas peludos. Cuidado também com o excesso de biscoitinhos, pães, bolos, doces, ou mesmo de comida. Mesmo sem ter que enfrentar a terrível prova da sunga ou biquini na praia, a obesidade é um grande risco para a saúde do seu cachorro. Problemas de coração, coluna, juntas e diabetes são algumas das doenças que podem se desenvolver se o seu companheiro estiver muito gordinho! E para completar, fique de olho no estado dos brinquedos do seu bichinho. Verifique se não existem botões, apitos, ou pequenas partes que podem se soltar e sufocar ou ser engolido pelo cão. Verifique se os bichos de pelúcia não possuem furos que possam estar vazando o enchimento e, principalmente, cuidado com ossos de couro. Tire de seu cachorro qualquer pedaço que possa ser colocado inteiro na boca. Se ele tentar engolir um naco muito grande pode acabar engasgando e sufocar.

 


Algumas raças são perigosas?

Temos uma filhotinha de Rottweiler com 4 meses de idade e estamos preocupados quanto ao futuro dela. É verdade que Rottweilers, Dobermans e outras raças são perigosas?

Quanto ao perigo de um cão de raça dita perigosa (no seu caso um Rottweiler), existem diversos componentes que influem na resposta. Se os pais são muito agressivos, o filhote terá tendência genética à agressividade. Se a mãe sofrer estresse enquanto está com os filhotes e for muito severa com eles, ou negligente, ou ausente por morte ou doença, os filhotes também tendem a ter problemas a se ajustar, principalmente com relação a outros animais.

Ao comprar um filhote, é importante escolher um bom criador, que respeite os padrões das raças e só cruze cães com bom temperamento. Uma vez comprado o filhote, o dono deve fazer sua parte. Se ele não socializar o filhote com pessoas de diferentes idades e raças, e acostumá-lo a situações diversas, mantendo-o preso durante o dia e só soltando a noite (como muitos fazem), é certo que ele terá problemas sérios de agressividade, principalmente contra crianças. Se o cachorro for abusado, agredido, ou treinado para ataque com pessoas despreparadas é enorme a chance de que um dia esse cachorro vá se voltar contra o dono ou o tratador. Se o dono faz todas as vontades do cachorro, não ensinando a ele a respeitar os seres humanos e que ele, o cão, é inferior na hierarquia social, este cachorro desenvolverá comportamento agressivo por dominância.

Nenhum destes problemas comportamentais é privilégio de uma raça específica, a grande diferença de um Poodle Toy agressivo (você ficaria surpreso em saber como isso é comum) e um Rottweiler agressivo é o tamanho e o poder de destruição! Neste sentido um Rottweiler pode ser mais perigoso do que as raças pequenas. Além disso, a proteção territorial natural destes cães tem sido muito enfatizada através do cruzamento de cachorros bravos o que tem prejudicado o temperamento normalmente calmo, equilibrado e dócil destes animais adoráveis.

Portanto, curta muito sua cachorrinha e exponha ela ao máximo de situações, pessoas, animais e lugares enquanto ela é um filhote. Dê a ela carinho, atenção e exercícios, mas também disciplina e educação. Nunca a deixe ter o controle da situação ou tentar intimidar a sua família. Procure uma escola de treinamento que ensine você a treiná-la. É extremamente divertido para você e seu cão! Além de te dar maior controle sobre ela, o treinamento vai criar uma linha de comunicação entre vocês e um carinho e entendimento que vai te deixar surpreso.

 


Como introduzir um novo cão no sítio e qual a melhor raça ?

Estou de mudança para um sitio no interior. Grande com muito mato, vacas, galinhas e eventualmente cobras. No inverno faz muito frio. Tenho uma filha de três anos e a minha esposa não gosta de cachorro dentro de casa. Gostaríamos de ter um companheiro e um cão de guarda ao mesmo tempo, que respeite minha filha (reciprocamente lógico), que tenha pelo curto e intuição apurada. Existem outros cachorros vira-latas grandes. Na casa do caseiro ha 150 metros e sempre dão suas voltas perto da casa principal. Qual sugestão de raça e como devo conduzir a integração do novo companheiro perante os outros cães, que não temos muito contato?

Fazendo um cruzamento das especificações sobre o tipo de cachorro que você precisa, cheguei a cinco raças que melhor se enquadram nestas características. São elas:

Boxer;
Vizla;
Weimaraner;
Rhodesian Ridgeback;
Bullmastiff

As descrições que faço a seguir são característica gerais da raça. O caráter individual de cada cachorro vai depender de como ele foi gerado geneticamente, de como foi tratado ao nascer e de como você vai criá-lo!
Com pequenas variações entre si, todas possuem um porte grande, gostam de ter espaço para se exercitar, são obedientes e fáceis de treinar, tem níveis de energia entre médio e altamente energéticos, são sociáveis e toleram bem crianças. Todas têm pelo curto e a variação maior é no grau de agressividade para com estranhos.
O Boxer é excelente com crianças e bastante protetor de seu território e familiares. Pode ser um pouco teimoso quanto à obediência, sendo as fêmeas mais dóceis e fáceis de treinar.
O Vizla não é muito agressivo com estranhos, mas é um excelente companheiro, dócil com crianças e surpreendentemente demonstra uma postura que intimida pessoas que avançam no território sem ser convidado (já tive oportunidade de treinar alguns e são adoráveis). Parecem com Weimaraners, mas a cor da pelagem e mais para vermelho do que para cinza.
O Weimaraner também é uma boa opção. Também podem ser treinados para tomar conta da casa e, se acostumados desde pequenos com crianças, superam uma leve tendência que tem para não tolerar brincadeiras e "carinhos" mais brutos.
O Rhodesian Ridgeback é uma raça africana, extremamente resistente, forte, corajosa (eram usados para caçar leões), e ainda assim são dóceis, limpos e obedientes. Eles têm uma linha de pelos que crescem ao contrário bem no meio das costas (parece que eles têm um zíper).
O Bullmastiff é o maior e mais poderoso de todos os acima. Calmo, protetor da família e gentil com crianças, necessitam ser treinados desde pequenos a respeitar seus donos, pois uma vez crescidos chegam facilmente a 60 quilos.
Qualquer que seja a sua escolha, tenha cuidado em manter o filhote dentro de casa, ou bem próximo da família até que tenham pelo menos 6 ou 7 meses de idade. Porque você precisa de um cachorro protetor é muito importante treiná-los e socializá-los propriamente começando desde os 2 meses de vida. Todas as raças têm pelo curto e não exigem maiores cuidados. Resistem bem à mudança de temperaturas e ao frio, mas não se esqueça de propiciar um abrigo seco e bem protegido do calor, chuva e frio do lado de fora da casa.
Também aconselho especial cuidado na compra do filhote. Dê especial atenção ao temperamento dos pais, não tenha pressa e procure um criador sério e cuidadoso. Peça para ver os pais e observe como eles se comportam perante estranhos. Afinal você quer um cachorro que cuide da sua família e não um que se volte contra ela.
Não leve o filhote para casa sem ele estar vermifugado e com as primeiras doses da vacina. Vacine os outros cachorros e vermifugue-os também. A melhor maneira de socializar o seu filhote com os cachorros do caseiro é colocando todos em coleiras e guias e levá-los para um passeio em território neutro (longe da sua casa e da casa do caseiro). Nunca deixe o seu filhote perto dos outros cachorros sem supervisão até que eles estejam bem acostumados uns com os outros. O mesmo vale para sua pequena filhinha.
Como todas estas raças são caçadoras, acostume o seu filhote a ficar perto das suas vacas e galinhas sem importuná-las. Lembre-se que cachorros são animais sociáveis, vivem em grupo e apreciam imensamente a companhia de seus donos. Já que você não pretende ter o cachorro dentro de casa, reserve uma parte do dia para você, sua família e seu cachorro brincarem, passearem, ou simplesmente ler o jornal enquanto faz um cafuné na orelha dele.
E por favor, cuidado com as cobras.


 

 


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